Apertando o “play” no doutorado e o “pause” nas redes sociais

Queridos leitores.

Primeiramente peço desculpas por estar tão ausente. Eu tenho tanto para lhes falar. Foram tantas as experiências ricas com a maternidade. Queria tanto ter vindo aqui antes, mas não consegui. Hoje venho lhes pedir, que caso queiram continuar lendo este blog, que esperem por mim mais um pouquinho.

O momento é chegado. E eu preciso me concentrar. Imergir na escrita da minha tese. Nos pensamentos. Rascunhos. Até o texto final. Falta pouco. Pouco pra escrever e pouco tempo.

Infelizmente, nessa fase intensa de escrita não darei conta das redes sociais e nem do blog. Hoje sou mãe, esposa e doutoranda na reta final. A energia que me sobrar não poderei gastá-la aqui. Não porque não goste ou não queira. Porque não vou poder mesmo.

Estou me desconectando, pausando todas as minhas redes sociais até ter a minha tese todinha escrita. Sentirei saudades? Certamente. Sou um ser bem sociável, inclusive virtualmente. E por ser assim, as redes sociais para mim são os melhores meios de eu procrastinar com a escrita.

Já tentei, em vão, entrar só por alguns minutos. Não funcionou. Você entra e ali está o mecanismo de recompensa dos likes, das mudanças de status, do colorido da vida alheia, etc. Então dessa vez eu vou desinstalar todos os aplicativos de redes sociais do meu celular e bloquear o Facebook nos computadores em que escreverei a minha tese. Aqui no blog, voltarei a escrever sobre meus aprendizados com a maternidade quando colocar um ponto final na minha tese.

O tempo que terei livre entre uma escrita e outra, usarei para ruminar o conhecimento ou dar atenção à minha família, com a qual continuarei a me socializar. Ou simplesmente quero olhar pela janela e contemplar o céu e a natureza.

Peço que orem por mim. Para que Deus me dê foco, força, saúde e iluminação. Quero completar bem essa jornada, que foi sabiamente usada por Deus para lapidar minhas arestas e me tornar uma pessoa melhor. Pra Deus, pra mim mesma e para o próximo.

Até a volta, se Deus quiser!
Curtam as redes por mim! 😉

Beijos,

Andresa

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Minhas duas licenças do doutorado

Já se passaram 5 meses desde meu úlitmo post neste blog. Cinco meses tentando incessantemente concluir minha tese de doutorado. Era um sonho, um alvo a ser atingido antes que meu bebê nascesse. Até semana passada, estava certa (ou iludida?) de que conseguiria. Disse aos supervisores e amigos que iria escrever a tese até minha bolsa se romper.

Acho que a motivação te leva a caminhar boa parte da estrada, mas não é tudo. Eu estava super motivada e determinada. Escrevi até onde pude. E queria continuar escrevendo. Mas, outras prioridades vieram ao meu encontro e tive que passá-las na frente da tese. Essa semana, completando 37 semanas de gestação, comecei a sentir as primeiras contrações que antecedem o trabalho de parto. Corpo e mente já estão entrando em sintonia para dar à luz ao meu bebê. Vi que não dava mais para escrever linhas novas em minha tese de doutorado. Meus pais até chegaram para me ajudar. E ao invés de me trancar no escritório para escrever, eu queria muito aproveitar a companhia deles, lavar as roupinhas do bebê junto com minha mãe, parar e deixá-los sentir o bebê mexer, registrar o momento em fotos, e tudo o mais que esse período tão especial e único em nossas vidas possa nos oferecer. Então concluir que a tese podia esperar. Foi assim que ontem assinei a minha segunda licença do doutorado.

A primeira, vocês já podem supor. Foi quando tive que parar meus estudos para tratar um câncer de ovário. A primeira licença me trouxe o medo da morte. A segunda me traz a esperança de vida. Na primeira, eu fui forçada a fazê-lo. Na segunda, eu escolhi priorizar a vida e a família. A primeira foi por razões de enfermidade. A segunda por razões da maternidade. Que contraste!

Confesso que por estar bem determinada a cumrpir com a escrita da tese, essa semana, ao tomar a decisão da licença, eu me senti um pouco frustrada. Poxa, não foi dessa vez ainda. Agora as pessoas vão me perguntar, “e o doutorado?”, e eu direi “ainda não concluí, dei uma pausa para dar à luz ao meu bebê”. E garanto que muitos irão pensar ou até dizer, “mas, seria tão bom se você tivesse concluído. Agora você poderia ficar por conta do seu bebê”. Realmente, isso seria o ideal. Mas, esse ideal não se tornou possível na minha vida. A tese vai ficar para depois. Ficaram para trás aproximadamente 30 páginas para completude da tese, o que não é trivial se você pensar em uma tese de doutorado. Vai ter que realmente ficar para depois. Depois de 4, 6 meses ou até 1 ano. Ainda não dá para saber.

Sei que a maternidade irá mudar a minha vida. E com ela outras prioridades virão, certamente. Mas, creio e peço a Deus, que eu tenha a oportunidade de voltar ao doutorado e concluir a minha tarefa. Cumprir cabalmente o meu projeto.

Sei também que Ele está no controle desta pausa. Assim como esteve no controle da primeira pausa. Tudo vem dEle e é para Ele. Tudo tem o seu tempo.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

II

 

 

 

 

 

O Natal de 5 anos atrás… O Natal de hoje!

Há exatamente 5 Natais atrás eu chegava ao Brasil com uma notícia nada boa. Tinha acabado de descobrir que um tumor gigantesco crescia em meu ovário esquerdo. O diagnóstico não foi fechado no Canadá. Mas as imagens eram assustadoras. Revelava um tumor que crescia rápido e que já estava com mais de 11 cm levando ao acúmulo de líquido e inflamação em todo o meu abdômen. Eu parecia uma grávida de 4 meses.

Ao chegar ao Brasil, minha família assustada, claro, me recebe com o carinho de sempre e tudo o que eu pude fazer foi chorar no colo de minha mãe. A jornada para retirada e tratamento daquele tumor acabava de começar. E graças a Deus eu tive a minha família por perto.

O nosso Natal e Ano Novo foi de medo e pavor. Eu perguntava “O que será que Deus tem para mim?”, sem saber ao certo ainda aonde iria me tratar. Com a ajuda de algumas amigas médicas, destaco aqui o apoio de Jussara Mayrink e Ana Raquel Gouvea Santos, consegui vaga na Unicamp para fazer a cirurgia.

A consulta médica foi onde recebi o pior diagnóstico de minha vida. “Devido ao crescimento rápido de seu tumor, e dependendo da patologia do tumor, teremos que fazer uma cirurgia mais agressiva, talvez retirando o seu útero, seus 2 ovários e parte do seu intestino.” A médica perguntou, “você tem filhos? Tem vontade de ter? Podemos arranjar de você preservar seus óvulos, mas isso vai atrasar o seu tratamento”. Tive que pensar rápido e a única coisa que falei foi, “Como não sou casada e nem sei se um dia serei, por favor doutora, retire logo esse tumor de mim!”

Minha mãe e eu fomos para casa atordoadas, mudas, pensativas, aflitas e com o coração na mão. Quando chegamos na casa em que nos hospedávamos em Campinas, a única coisa que conseguimos fazer foi nos prostar de joelhos diante do nosso Todo Poderoso Deus e clamarmos por sua misericórdia. Ali choramos muito, e pedimos a Deus que me livrasse do pior. Queria viver. Queria pensar que tudo aquilo não passava de um pesadelo e que logo iria acabar.

Naquele mesmo dia à noite, clamamos novamente ao Senhor, pois apesar de todas essas notícias ruins eu e minha mãe confiávamos em Deus e queríamos dormir em paz. Então entregamos tudo em suas mãos crendo que Ele é poderoso para curar. Enquanto clamava ao Senhor senti um toque com um calor sobrenatural em minha barriga do lado esquerdo. Era tão conchegante aquele calor. Trazia tanta paz. Mas, ainda, não podia ter certeza do que estava acontecendo. Confiamos tudo ao Senhor e fomos dormir.

No dia seguinte, a minha barriga estava bem menos inchada. A dor tinha desaparecido. E minha mãe notou. E eu também. Mas, ainda podia sentir o tumor. A cirurgia estava marcada para dali há 3 dias.

Fomos confiantes para o centro cirúrgico. Confiantes em Deus. Sabiamos que minha vida não estava somente nas mãos dos médicos. Naquele dia senti uma paz que o mundo nem os médicos podiam me dar. Sabia que Deus estava ali comigo.

Ao acordar na sala de recuperação, sentia que um facão tinha cortado minha barriga de cima em baixo. Mas estava bem. Ao olhar para o lado, ali estava a amiga e doutora Jussara a anunciar, “sua situação estava bem melhor do que esperávamos, retiramos todo o ovário esquerdo com o tumor maligno e outros 3 pequenos tumores benignos que estavam no seu ovário direito. Não vimos aquele líquido e inflamação todos que estava nos exames de seu abdômen. Acredito que Deus fez um milagre. A boa notícia é que conseguimos preservar seu ovário direito. Agora vai casar e ter filhos!”. Disse a Dra. Jussara num tom de amizade e esperança. Eu pensei, “é Senhor, tudo está em Suas mãos”.

Com o resultado dos exames anátomo-patológicos, recebi a notícia que a quimioterapia ainda seria necessária. Mais para a prevenção do que para o tratamento. Porque graças ao bondoso Deus, as células cancerígenas nunca mais voltaram.

Encurtando a história para caber neste post, eu fiz a quimioterapia, meus cabelos caíram todos, e durante todo esse processo de dor e redescoberta, encontro o meu futuro e lindo esposo em meio a um grupo de amigos bem queridos em Sao Paulo. Parte da nossa história foi registrada aqui. O Carlos é um presente de Deus na minha vida!

Nos casamos em Agosto de 2012, 1 ano e 8 meses depois da cirurgia. Nossa cerimônia foi registrada aqui no blog também. Era só o começo de uma vida de amor e esperança. Era a história bondosa de Deus se revelando através de nossas vidas. E assim Deus foi derramando de sua bondade e misericórdia. Sabíamos que Ele tinha um plano para nós e que tudo que experimentássemos como família seria para a glória Dele.

O nosso Deus Bondoso e Todo Poderoso, cheio de graça e misericórdia, nos abençoou! Depois de um aborto espontâneo em Abril de 2014, eis que nós estamos grávidos de um lindo bebê que amanhã completa 16 semanas.

Neste Natal, 5 anos depois, estou realmente grávida de 4 meses. E ao contrário do Natal de 2010, hoje espero uma vida em meu ventre. A sombra da morte foi dissipada. E Deus, por sua bondade e misericórdia, me encheu de vida.

Foi impossível não se emocionar ao escrever esse relato no dia de hoje. Me sinto agraciada. Sei que não mereço. Sei que é a bondade e o amor do nosso Pai que nos presenteou com um filho. Sabemos que tudo é para a Sua glória! Sabemos em quem temos crido! É por Ele e para Ele que vivemos! Toda a glória seja dada ao Senhor Jesus! Feliz Natal a todos!

“Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito,
para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor,
possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.
Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós,
a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!”
Efésios 3:16-21

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A morte e a vida têm o mesmo mistério

Esse ano foi um ano de perdas importantes na minha família e no meu círculo de amizades. No começo do ano, um tio querido foi se encontrar com o Senhor. Em Maio, uma das minhas melhores amigas também foi se encontrar com Cristo. E agora em Outubro o Senhor chama repentinamente meu primo de apenas 32 anos de idade.

Todas as perdas foram muito dolorosas. Mas, em todas as perdas, nós também experimentamos um consolo de Deus sem igual. A dor extravagante aos poucos foi dando lugar à paz e à esperança que só podem vir do Espírito Consolador de Deus. Sim, o Espírito de Deus é Consolador em sua natureza. Deus sofre conosco, como relatei aqui em um post anterior, e nos consola de maneira sem igual, como nenhum outro deus neste mundo.

Tanto na família da minha amiga quanto na família do meu primo, o Senhor manifestou o Seu consolo com a chegada de uma nova vida na família. Um mistério. Na família da minha amiga, o seu irmão e cunhada que tentavam engravidar há mais de 10 anos, “de repente” ficam grávidos no mês de sua partida.

Na família do meu primo, no dia de sua missa de sétimo dia, seu irmão mais velho anuncia que vai ser papai, pela primeira vez, e de surpresa, sem planejar. A missa que era de choro se torna de alegria e esperança por receber esse consolo de Deus sem igual. Gratos por uma nova vida chegando à família assim, “de surpresa”.

E essas não são as únicas histórias de vidas surgindo em meio ao luto. É muito comum Deus consolar corações enlutados dessa forma supreendente, misteriosa e cheia de vida.

Já dizia o pai de um amigo meu “a gente morre do mesmo jeito que a gente vive”. O dia da chegada e da partida ainda é um mistério grande da vida, que só pertence ao Seu Autor. Enquanto aqui estivermos, vivendo a vida que Deus nos dá, precisamos ter essa ciência que somos chamados a sermos administradores/mordomos de nossa vida. Dono mesmo é o Senhor! É Ele que tira e é Ele que dá. Em tudo, que Seu Nome seja sempre louvado!

O ano está terminando, e meu coração está cheio de paz, consolo e esperança. Uma esperança fundamentada em Cristo, no Autor e Consumador de minha fé e vida e de vidas que Ele nos dá.

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O que aprendo com os meus amigos longevos

Eu e meu marido somos pessoas que valorizam muito a amizade com pessoas idosas. Temos grandes amigos que nos inspiram com sua longevidade, alguns já estão na casa dos 80 e dos 90! Muito ativos e cheios de vitalidade. Tanto no Brasil quanto no Canadá Deus nos presenteou com a amizade de amigos longevos e que nos ensinam muito como viver a verdadeira vida. Aqui eu trago oito lições que aprendi e que ainda aprendo com esses queridos amigos:

  1. Não reclamam da vida: é impressionante como isso é uma atitude comum a todos eles. Eu nunca vi nossos amigos longevos reclamando da vida, do clima, dos filhos, das dores, da velhice, de ninguém. Eu e meu marido já fizemos um exercício de tentar lembrar de alguma reclamação deles. Nada nos veio à mente. Duas dessas amigas, já em sua terceira idade, passaram pelo tratamento de câncer. E nem assim reclamaram. Encararam como um fato da vida que estavam sobretudo no controle de Deus. Além de não reclamarem de nada, também não dão muito ouvidos às nossas reclamações. Quando reclamamos com eles de alguma coisa, eles logo abreviam a conversa e dizem, “ok, vamos orar sobre isso!”.
  1. Estão sempre gratos por alguma coisa: ao invés de reclamarem, nós sempre vemos neles gratidão. Estão sempre dando graças por alguma coisa. Por alguma bênção na família, por uma conquista do neto ou de um filho, pela fruta no pé no quintal de casa, pela cachorra que está saudável, e o motivo maior de sua gratidão, por alguém ter aceitado a Jesus como Salvador! Assim eles se alegram profundamente por saber que aquela pessoa não vai mais perecer eternamente.
  1. São ativos fisicamente: seja caminhando com o cachorro, jogando tênis, nadando 3 vezes por semana, ou simplesmente visitando aqui e ali, nenhum dos nossos amigos longevos são sedentários.
  1. São ativos intelectualmente: muitos deles já foram professores, educadores, ministros e missionários. Têm como hábito a leitura da Bíblia, de livros, de artigos, e ainda se informam sobre o que acontecem no mundo. São intelectuais e antenados com a atualidade. Alguns deles ainda escrevem artigos para revistas em seus plenos 80 e 90 anos.
  1. Têm uma dieta equilibrada: quando vamos à casa deles sempre os vemos comendo de tudo, mas não são glutões. Comem o necessário para a idade. E dão preferência à comidinhas saudáveis. Quando jovens, tinham a vida bem ativa e nunca mencionaram pra gente que fizeram dieta.
  1. São sociáveis: esses nossos amigos vivem rodeados de pessoas, da família, dos amigos da vizinhança e da igreja. Eles têm a agenda cheia de encontros sociais. Sempre estão visitando e sendo visitados. Gostam de estar com pessoas. E as pessoas amam estar com eles.
  1. Respeitam o descanso: mesmo tendo a agenda cheia de compromissos, eles sabem da necessidade de descansar e zelam por isso. Sempre que ia visitar um dos casais de amigos lonjevos, eles marcavam a visita para depois da soneca do Domingo. Todos nós precisamos de um dia de descanso por semana. Um dia para andar devagar, para contemplar, para bater papo sem pressa e para adorar ao Senhor.
  1. Têm Jesus no coração: por último e não menos importante, nossos amigos longevos têm seus corações guardados em Deus. Esperam em Deus o renôvo de suas forças antes de qualquer coisa nesse mundo. Entregam para Deus os problemas e esperam nEle a solução. Espalham o Amor de Jesus por onde passam. Oram juntos todos os dias por todos os membros da família, pela obra de Deus, pelos desafios. Não são escravos do medo, mas andam com confiança nAquele que é maior.

Um dia desses eu perguntei a um deles, “Pastor, qual é o segredo de ter uma família tão abençoada?”. Eu achei que ele ia sentar comigo e me ensinar os 10 passos para se ter uma família abençoada. Ele disse “É Deus que dá e é Deus que cuida”. Vale ou não à pena deixar tudo aos pés do Senhor? Tenho certeza que o modelo de serviço e temor a Deus, associado às orações diárias por sua família, impactaram positivamente a vida de seus mais de 50 frutos!

A atitude desses amigos também têm impactado a nossa vida profundamente. São verdadeiros mentores na nossa caminhada com Deus. Nos inspiram a viver uma vida longa e temente ao Senhor. Nos ensinam o que realmente importa nessa vida. Já adquiriram a sabedoria. E esta os enriqueceram muito mais do que o dinheiro. A alegria e o contentamento são exalados de seus corações. E a esperança de uma vida com o Senhor os fazem não temer a morte. Pelo contrário, eles vivem como se tivessem mais 90 anos pela frente!

Aos nossos Amigos longevos, o nosso amor e a nossa gratidão pela amizade de vocês!
Cherry_Blossoms

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