Apertando o “play” no doutorado e o “pause” nas redes sociais

Queridos leitores.

Primeiramente peço desculpas por estar tão ausente. Eu tenho tanto para lhes falar. Foram tantas as experiências ricas com a maternidade. Queria tanto ter vindo aqui antes, mas não consegui. Hoje venho lhes pedir, que caso queiram continuar lendo este blog, que esperem por mim mais um pouquinho.

O momento é chegado. E eu preciso me concentrar. Imergir na escrita da minha tese. Nos pensamentos. Rascunhos. Até o texto final. Falta pouco. Pouco pra escrever e pouco tempo.

Infelizmente, nessa fase intensa de escrita não darei conta das redes sociais e nem do blog. Hoje sou mãe, esposa e doutoranda na reta final. A energia que me sobrar não poderei gastá-la aqui. Não porque não goste ou não queira. Porque não vou poder mesmo.

Estou me desconectando, pausando todas as minhas redes sociais até ter a minha tese todinha escrita. Sentirei saudades? Certamente. Sou um ser bem sociável, inclusive virtualmente. E por ser assim, as redes sociais para mim são os melhores meios de eu procrastinar com a escrita.

Já tentei, em vão, entrar só por alguns minutos. Não funcionou. Você entra e ali está o mecanismo de recompensa dos likes, das mudanças de status, do colorido da vida alheia, etc. Então dessa vez eu vou desinstalar todos os aplicativos de redes sociais do meu celular e bloquear o Facebook nos computadores em que escreverei a minha tese. Aqui no blog, voltarei a escrever sobre meus aprendizados com a maternidade quando colocar um ponto final na minha tese.

O tempo que terei livre entre uma escrita e outra, usarei para ruminar o conhecimento ou dar atenção à minha família, com a qual continuarei a me socializar. Ou simplesmente quero olhar pela janela e contemplar o céu e a natureza.

Peço que orem por mim. Para que Deus me dê foco, força, saúde e iluminação. Quero completar bem essa jornada, que foi sabiamente usada por Deus para lapidar minhas arestas e me tornar uma pessoa melhor. Pra Deus, pra mim mesma e para o próximo.

Até a volta, se Deus quiser!
Curtam as redes por mim! 😉

Beijos,

Andresa

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Minhas duas licenças do doutorado

Já se passaram 5 meses desde meu úlitmo post neste blog. Cinco meses tentando incessantemente concluir minha tese de doutorado. Era um sonho, um alvo a ser atingido antes que meu bebê nascesse. Até semana passada, estava certa (ou iludida?) de que conseguiria. Disse aos supervisores e amigos que iria escrever a tese até minha bolsa se romper.

Acho que a motivação te leva a caminhar boa parte da estrada, mas não é tudo. Eu estava super motivada e determinada. Escrevi até onde pude. E queria continuar escrevendo. Mas, outras prioridades vieram ao meu encontro e tive que passá-las na frente da tese. Essa semana, completando 37 semanas de gestação, comecei a sentir as primeiras contrações que antecedem o trabalho de parto. Corpo e mente já estão entrando em sintonia para dar à luz ao meu bebê. Vi que não dava mais para escrever linhas novas em minha tese de doutorado. Meus pais até chegaram para me ajudar. E ao invés de me trancar no escritório para escrever, eu queria muito aproveitar a companhia deles, lavar as roupinhas do bebê junto com minha mãe, parar e deixá-los sentir o bebê mexer, registrar o momento em fotos, e tudo o mais que esse período tão especial e único em nossas vidas possa nos oferecer. Então concluir que a tese podia esperar. Foi assim que ontem assinei a minha segunda licença do doutorado.

A primeira, vocês já podem supor. Foi quando tive que parar meus estudos para tratar um câncer de ovário. A primeira licença me trouxe o medo da morte. A segunda me traz a esperança de vida. Na primeira, eu fui forçada a fazê-lo. Na segunda, eu escolhi priorizar a vida e a família. A primeira foi por razões de enfermidade. A segunda por razões da maternidade. Que contraste!

Confesso que por estar bem determinada a cumrpir com a escrita da tese, essa semana, ao tomar a decisão da licença, eu me senti um pouco frustrada. Poxa, não foi dessa vez ainda. Agora as pessoas vão me perguntar, “e o doutorado?”, e eu direi “ainda não concluí, dei uma pausa para dar à luz ao meu bebê”. E garanto que muitos irão pensar ou até dizer, “mas, seria tão bom se você tivesse concluído. Agora você poderia ficar por conta do seu bebê”. Realmente, isso seria o ideal. Mas, esse ideal não se tornou possível na minha vida. A tese vai ficar para depois. Ficaram para trás aproximadamente 30 páginas para completude da tese, o que não é trivial se você pensar em uma tese de doutorado. Vai ter que realmente ficar para depois. Depois de 4, 6 meses ou até 1 ano. Ainda não dá para saber.

Sei que a maternidade irá mudar a minha vida. E com ela outras prioridades virão, certamente. Mas, creio e peço a Deus, que eu tenha a oportunidade de voltar ao doutorado e concluir a minha tarefa. Cumprir cabalmente o meu projeto.

Sei também que Ele está no controle desta pausa. Assim como esteve no controle da primeira pausa. Tudo vem dEle e é para Ele. Tudo tem o seu tempo.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

II

 

 

 

 

 

O Natal de 5 anos atrás… O Natal de hoje!

Há exatamente 5 Natais atrás eu chegava ao Brasil com uma notícia nada boa. Tinha acabado de descobrir que um tumor gigantesco crescia em meu ovário esquerdo. O diagnóstico não foi fechado no Canadá. Mas as imagens eram assustadoras. Revelava um tumor que crescia rápido e que já estava com mais de 11 cm levando ao acúmulo de líquido e inflamação em todo o meu abdômen. Eu parecia uma grávida de 4 meses.

Ao chegar ao Brasil, minha família assustada, claro, me recebe com o carinho de sempre e tudo o que eu pude fazer foi chorar no colo de minha mãe. A jornada para retirada e tratamento daquele tumor acabava de começar. E graças a Deus eu tive a minha família por perto.

O nosso Natal e Ano Novo foi de medo e pavor. Eu perguntava “O que será que Deus tem para mim?”, sem saber ao certo ainda aonde iria me tratar. Com a ajuda de algumas amigas médicas, destaco aqui o apoio de Jussara Mayrink e Ana Raquel Gouvea Santos, consegui vaga na Unicamp para fazer a cirurgia.

A consulta médica foi onde recebi o pior diagnóstico de minha vida. “Devido ao crescimento rápido de seu tumor, e dependendo da patologia do tumor, teremos que fazer uma cirurgia mais agressiva, talvez retirando o seu útero, seus 2 ovários e parte do seu intestino.” A médica perguntou, “você tem filhos? Tem vontade de ter? Podemos arranjar de você preservar seus óvulos, mas isso vai atrasar o seu tratamento”. Tive que pensar rápido e a única coisa que falei foi, “Como não sou casada e nem sei se um dia serei, por favor doutora, retire logo esse tumor de mim!”

Minha mãe e eu fomos para casa atordoadas, mudas, pensativas, aflitas e com o coração na mão. Quando chegamos na casa em que nos hospedávamos em Campinas, a única coisa que conseguimos fazer foi nos prostar de joelhos diante do nosso Todo Poderoso Deus e clamarmos por sua misericórdia. Ali choramos muito, e pedimos a Deus que me livrasse do pior. Queria viver. Queria pensar que tudo aquilo não passava de um pesadelo e que logo iria acabar.

Naquele mesmo dia à noite, clamamos novamente ao Senhor, pois apesar de todas essas notícias ruins eu e minha mãe confiávamos em Deus e queríamos dormir em paz. Então entregamos tudo em suas mãos crendo que Ele é poderoso para curar. Enquanto clamava ao Senhor senti um toque com um calor sobrenatural em minha barriga do lado esquerdo. Era tão conchegante aquele calor. Trazia tanta paz. Mas, ainda, não podia ter certeza do que estava acontecendo. Confiamos tudo ao Senhor e fomos dormir.

No dia seguinte, a minha barriga estava bem menos inchada. A dor tinha desaparecido. E minha mãe notou. E eu também. Mas, ainda podia sentir o tumor. A cirurgia estava marcada para dali há 3 dias.

Fomos confiantes para o centro cirúrgico. Confiantes em Deus. Sabiamos que minha vida não estava somente nas mãos dos médicos. Naquele dia senti uma paz que o mundo nem os médicos podiam me dar. Sabia que Deus estava ali comigo.

Ao acordar na sala de recuperação, sentia que um facão tinha cortado minha barriga de cima em baixo. Mas estava bem. Ao olhar para o lado, ali estava a amiga e doutora Jussara a anunciar, “sua situação estava bem melhor do que esperávamos, retiramos todo o ovário esquerdo com o tumor maligno e outros 3 pequenos tumores benignos que estavam no seu ovário direito. Não vimos aquele líquido e inflamação todos que estava nos exames de seu abdômen. Acredito que Deus fez um milagre. A boa notícia é que conseguimos preservar seu ovário direito. Agora vai casar e ter filhos!”. Disse a Dra. Jussara num tom de amizade e esperança. Eu pensei, “é Senhor, tudo está em Suas mãos”.

Com o resultado dos exames anátomo-patológicos, recebi a notícia que a quimioterapia ainda seria necessária. Mais para a prevenção do que para o tratamento. Porque graças ao bondoso Deus, as células cancerígenas nunca mais voltaram.

Encurtando a história para caber neste post, eu fiz a quimioterapia, meus cabelos caíram todos, e durante todo esse processo de dor e redescoberta, encontro o meu futuro e lindo esposo em meio a um grupo de amigos bem queridos em Sao Paulo. Parte da nossa história foi registrada aqui. O Carlos é um presente de Deus na minha vida!

Nos casamos em Agosto de 2012, 1 ano e 8 meses depois da cirurgia. Nossa cerimônia foi registrada aqui no blog também. Era só o começo de uma vida de amor e esperança. Era a história bondosa de Deus se revelando através de nossas vidas. E assim Deus foi derramando de sua bondade e misericórdia. Sabíamos que Ele tinha um plano para nós e que tudo que experimentássemos como família seria para a glória Dele.

O nosso Deus Bondoso e Todo Poderoso, cheio de graça e misericórdia, nos abençoou! Depois de um aborto espontâneo em Abril de 2014, eis que nós estamos grávidos de um lindo bebê que amanhã completa 16 semanas.

Neste Natal, 5 anos depois, estou realmente grávida de 4 meses. E ao contrário do Natal de 2010, hoje espero uma vida em meu ventre. A sombra da morte foi dissipada. E Deus, por sua bondade e misericórdia, me encheu de vida.

Foi impossível não se emocionar ao escrever esse relato no dia de hoje. Me sinto agraciada. Sei que não mereço. Sei que é a bondade e o amor do nosso Pai que nos presenteou com um filho. Sabemos que tudo é para a Sua glória! Sabemos em quem temos crido! É por Ele e para Ele que vivemos! Toda a glória seja dada ao Senhor Jesus! Feliz Natal a todos!

“Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito,
para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor,
possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,
e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.
Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós,
a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!”
Efésios 3:16-21

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A morte e a vida têm o mesmo mistério

Esse ano foi um ano de perdas importantes na minha família e no meu círculo de amizades. No começo do ano, um tio querido foi se encontrar com o Senhor. Em Maio, uma das minhas melhores amigas também foi se encontrar com Cristo. E agora em Outubro o Senhor chama repentinamente meu primo de apenas 32 anos de idade.

Todas as perdas foram muito dolorosas. Mas, em todas as perdas, nós também experimentamos um consolo de Deus sem igual. A dor extravagante aos poucos foi dando lugar à paz e à esperança que só podem vir do Espírito Consolador de Deus. Sim, o Espírito de Deus é Consolador em sua natureza. Deus sofre conosco, como relatei aqui em um post anterior, e nos consola de maneira sem igual, como nenhum outro deus neste mundo.

Tanto na família da minha amiga quanto na família do meu primo, o Senhor manifestou o Seu consolo com a chegada de uma nova vida na família. Um mistério. Na família da minha amiga, o seu irmão e cunhada que tentavam engravidar há mais de 10 anos, “de repente” ficam grávidos no mês de sua partida.

Na família do meu primo, no dia de sua missa de sétimo dia, seu irmão mais velho anuncia que vai ser papai, pela primeira vez, e de surpresa, sem planejar. A missa que era de choro se torna de alegria e esperança por receber esse consolo de Deus sem igual. Gratos por uma nova vida chegando à família assim, “de surpresa”.

E essas não são as únicas histórias de vidas surgindo em meio ao luto. É muito comum Deus consolar corações enlutados dessa forma supreendente, misteriosa e cheia de vida.

Já dizia o pai de um amigo meu “a gente morre do mesmo jeito que a gente vive”. O dia da chegada e da partida ainda é um mistério grande da vida, que só pertence ao Seu Autor. Enquanto aqui estivermos, vivendo a vida que Deus nos dá, precisamos ter essa ciência que somos chamados a sermos administradores/mordomos de nossa vida. Dono mesmo é o Senhor! É Ele que tira e é Ele que dá. Em tudo, que Seu Nome seja sempre louvado!

O ano está terminando, e meu coração está cheio de paz, consolo e esperança. Uma esperança fundamentada em Cristo, no Autor e Consumador de minha fé e vida e de vidas que Ele nos dá.

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O que aprendo com os meus amigos longevos

Eu e meu marido somos pessoas que valorizam muito a amizade com pessoas idosas. Temos grandes amigos que nos inspiram com sua longevidade, alguns já estão na casa dos 80 e dos 90! Muito ativos e cheios de vitalidade. Tanto no Brasil quanto no Canadá Deus nos presenteou com a amizade de amigos longevos e que nos ensinam muito como viver a verdadeira vida. Aqui eu trago oito lições que aprendi e que ainda aprendo com esses queridos amigos:

  1. Não reclamam da vida: é impressionante como isso é uma atitude comum a todos eles. Eu nunca vi nossos amigos longevos reclamando da vida, do clima, dos filhos, das dores, da velhice, de ninguém. Eu e meu marido já fizemos um exercício de tentar lembrar de alguma reclamação deles. Nada nos veio à mente. Duas dessas amigas, já em sua terceira idade, passaram pelo tratamento de câncer. E nem assim reclamaram. Encararam como um fato da vida que estavam sobretudo no controle de Deus. Além de não reclamarem de nada, também não dão muito ouvidos às nossas reclamações. Quando reclamamos com eles de alguma coisa, eles logo abreviam a conversa e dizem, “ok, vamos orar sobre isso!”.
  1. Estão sempre gratos por alguma coisa: ao invés de reclamarem, nós sempre vemos neles gratidão. Estão sempre dando graças por alguma coisa. Por alguma bênção na família, por uma conquista do neto ou de um filho, pela fruta no pé no quintal de casa, pela cachorra que está saudável, e o motivo maior de sua gratidão, por alguém ter aceitado a Jesus como Salvador! Assim eles se alegram profundamente por saber que aquela pessoa não vai mais perecer eternamente.
  1. São ativos fisicamente: seja caminhando com o cachorro, jogando tênis, nadando 3 vezes por semana, ou simplesmente visitando aqui e ali, nenhum dos nossos amigos longevos são sedentários.
  1. São ativos intelectualmente: muitos deles já foram professores, educadores, ministros e missionários. Têm como hábito a leitura da Bíblia, de livros, de artigos, e ainda se informam sobre o que acontecem no mundo. São intelectuais e antenados com a atualidade. Alguns deles ainda escrevem artigos para revistas em seus plenos 80 e 90 anos.
  1. Têm uma dieta equilibrada: quando vamos à casa deles sempre os vemos comendo de tudo, mas não são glutões. Comem o necessário para a idade. E dão preferência à comidinhas saudáveis. Quando jovens, tinham a vida bem ativa e nunca mencionaram pra gente que fizeram dieta.
  1. São sociáveis: esses nossos amigos vivem rodeados de pessoas, da família, dos amigos da vizinhança e da igreja. Eles têm a agenda cheia de encontros sociais. Sempre estão visitando e sendo visitados. Gostam de estar com pessoas. E as pessoas amam estar com eles.
  1. Respeitam o descanso: mesmo tendo a agenda cheia de compromissos, eles sabem da necessidade de descansar e zelam por isso. Sempre que ia visitar um dos casais de amigos lonjevos, eles marcavam a visita para depois da soneca do Domingo. Todos nós precisamos de um dia de descanso por semana. Um dia para andar devagar, para contemplar, para bater papo sem pressa e para adorar ao Senhor.
  1. Têm Jesus no coração: por último e não menos importante, nossos amigos longevos têm seus corações guardados em Deus. Esperam em Deus o renôvo de suas forças antes de qualquer coisa nesse mundo. Entregam para Deus os problemas e esperam nEle a solução. Espalham o Amor de Jesus por onde passam. Oram juntos todos os dias por todos os membros da família, pela obra de Deus, pelos desafios. Não são escravos do medo, mas andam com confiança nAquele que é maior.

Um dia desses eu perguntei a um deles, “Pastor, qual é o segredo de ter uma família tão abençoada?”. Eu achei que ele ia sentar comigo e me ensinar os 10 passos para se ter uma família abençoada. Ele disse “É Deus que dá e é Deus que cuida”. Vale ou não à pena deixar tudo aos pés do Senhor? Tenho certeza que o modelo de serviço e temor a Deus, associado às orações diárias por sua família, impactaram positivamente a vida de seus mais de 50 frutos!

A atitude desses amigos também têm impactado a nossa vida profundamente. São verdadeiros mentores na nossa caminhada com Deus. Nos inspiram a viver uma vida longa e temente ao Senhor. Nos ensinam o que realmente importa nessa vida. Já adquiriram a sabedoria. E esta os enriqueceram muito mais do que o dinheiro. A alegria e o contentamento são exalados de seus corações. E a esperança de uma vida com o Senhor os fazem não temer a morte. Pelo contrário, eles vivem como se tivessem mais 90 anos pela frente!

Aos nossos Amigos longevos, o nosso amor e a nossa gratidão pela amizade de vocês!
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O choro de Jesus me consola

Semana passada eu perdi uma grande amiga minha. Grande em todos os sentidos. Uma moça alta, linda, cheia da presença de Deus. Tinha um espírito sereno e tranquilo. Estava sempre pronta a servir ao Senhor. Na verdade, nos conhecemos de verdade e aprofundamos nossa amizade enquanto servíamos a Jesus através da Aliança Bíblica Universitária. Tínhamos muito em comum… a cidade natal, o trabalho na ABU, o fato de sermos fisioterapeutas e o fato de ter o tão medonho diagnóstico de um câncer. Toda vez que ia para minha querida Governador Valadares nos encontrávamos para papear, passear e orar juntas. Era uma bênção! Tínhamos uma caminhada de compartilhar íntimo do coração enquanto juntas buscávamos cumprir a vontade do Senhor para nós.

Nesses dias tenho vivido dias de luto, de tristeza e de dor e ao ler todas as mensagens de consolo da Bíblia, dos amigos e da família, nenhuma palavra me confortou tanto quanto a passagem da morte de Lázaro que relata sobre o choro de Jesus no Evangelho de João, capítulo 11. Sim, Jesus chorou ao ver seu amigo morto e os corações desconsolados de Marta, Maria e seus amigos e familiares. E não foi qualquer chorinho não. A Bíblia relata que ele teve uma comoção e um choro profundo e de grande tristeza. Seu espírito se comoveu e Jesus então se move em direção ao túmulo para ressuscitar Lázaro.

O interessante nessa passagem é que Jesus chora mesmo sabendo que Lázaro seria ressuscitado dentre os mortos. Os versos 4 e 11 expressam claramente a presciência de Jesus sobre a ressurreição de Lázaro. Deus tinha um plano de glorificar a Jesus através da ressurreição de Lázaro, já morto há 4 dias. O mais interessante ainda é que mesmo sabendo que Lázaro ressuscitaria, Jesus não chega ao túmulo com ar de “Ah, não chorem gente! Peraí, eu tô aqui! Vou ressuscitá-lo!”. Pelo contrário, o espírito de Jesus se quebrantou diante da dor. Ele se doeu com os demais. Se comoveu profundamente ao ver o amigo morto e provavelmente putrificado pela morte. Ele se comoveu com a dor da separação. A dor da ausência. A dor da saudade. O Filho de Deus encarnado sofreu. Que consolo.

A choro de Jesus consolou profundamente o meu coração enquanto chorava a perda da Denise. É como se Jesus falasse comigo… “chora querida Andresa. Dói mesmo. Eu sei o que é isso. Eu também já perdi um amigo. É muito difícil e doloroso. Infelizmente, você terá que passar por isso até o dia em que você também será glorificada com o Pai.” A empatia de Jesus com a perda de um amigo amado me consolou profundamente. Meu coração se encheu de gratidão por ter um Deus que conhece o meu sofrimento. Que chora comigo. E que promete um dia terminar com toda a forma de choro e sofrimento.

Para Lázaro, Jesus tinha um propósito de ressuscitá-lo para glorificar Seu Nome ainda entre nós. Para nós, Ele também tem um propósito de ressuscitar todo aquele que crer Nele. Nos versos 25 e 26, ainda antes de chegar ao túmulo, ele deixa um recado muito importante para todos nós:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?”

Essa é uma promessa não só para Lázaro e sua família. É uma promessa para todos nós. Hoje o Jesus ressurreto nos garante a ressurreição e a vida! Não é lindo isso? É sublime! É a vitória final sobre a morte! É a promessa do reencontro! É a promessa da eterna consolação! Da eterna paz e alegria!

E é com o choro de Jesus e a sua promessa de vida eterna, que minhas lágrimas são enxugadas. Meu coração dolorido abre lugar para uma paz e um consolo que vêm do Deus que sofre e que ama incondicionalmente. Que se encarna para sofrer em nosso lugar e nos garante o perdão dos pecados e a vitória sobre a morte!

Obrigada Jesus por chorar comigo. Obrigada também por me garantir a vitória sobre a morte. Muito obrigada por encher meu coração de esperança por um dia em que a morte não mais nos atormentará.

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Todo o dia é dia de combate ao câncer

Ontem foi mais um dia de renascimento! Cheguei do médico com mais uma notícia que meus exames estão “absolutamente normais”. Essa foi a resposta do meu oncologista. Eu nunca vou ao oncologista dando como certo que meus exames estão normais, apesar de estar fazendo a minha parte. Eu tive um câncer muito agressivo e as chances dele voltar não são zero. Então quando recebo a notícia, “seus exames estão normais!” para mim é uma alegria imensa, uma gratidão profunda por viver e por toda a boa transformação que o câncer me causou e ainda me causa. Me sinto agraciada por Deus por Ele me dar a tão preciosa vida! Me sinto presenteada! Minha vontade é de dar uma festa!

Bom, e a minha responsabilidade em tudo isso? Eu tenho certeza que Deus me curou. Eu tenho comigo escritinho o diagnóstico médico de quando cheguei ao Brasil. Deus certamente mudou o meu prognóstico de cura ali antes mesmo da cirurgia. E quando então eu acordei da cirurgia com um prognóstico melhor do que o esperado, eu tive a certeza que queria viver uma vida melhor! Pedi a Deus que o que Ele tinha para mudar em mim que Ele mudasse. Que Ele me ensinasse a viver integralmente. E que me ensinasse também por qual razão eu tive um câncer de ovário.

A primeira coisa que descobri que me alimentava mal. No meu dia-a-dia eu comia o básico, arroz, feijão, salada (alface e tomate) e uma boa dose de bife vermelho + muito suco doce ou refri depois do almoço + chocolate no meio da tarde + açucar com café (não era café com ácúcar), vários cafezinhos açucarados durante o dia etc… pequenas doses de veneno para as minhas células cancerosas que um dia dormiam. Eu penso que uma dieta desbalanceada com um coração e mente balanceados não surte tanto efeito em gente nova. Para muitos, uma dieta ruim só fará diferença lá na quinta ou sexta década de vida. Mas para mim, que tinha essa fragilidade em minhas células, foi uma dieta venenosa em doses homeopáticas que acelerou o aparecimento do meu câncer aos 33 anos de idade.O livro Anticâncer do Dr. Servan-Schreiber foi um instrumento de Deus na minha vida para me alertar de como maus hábitos alimentares associados ao stress mental e emocional podem “turbinar” células cancerígenas em nosso corpo.

Eu agradeço muito a Deus pela redescoberta de quem eu sou. Ainda diariamente eu lido com muitas de minhas fraquezas, mas hoje eu sei que as tenho, antes não. E hoje eu sei entregá-las a Cristo, antes não. Antes eu achava que todo aquele emocional nervosinho, medroso e ansioso, aquela mente muitas vezes orgulhosa, não iria me causar mal algum. Engano total! Alguém disse “você é o que você come”. Hoje eu acrescento “você é o que você come e o que você pensa”. E aprender a repensar a vida foi essencial para me garantir a saúde depois do câncer. Hoje, quando as emoções doentias me atacam, eu vou até o Senhor, respiro fundo, entrego a Ele os meus medos e ansiedades, agradeço pela sua Graça e Amor e sigo em frente! Sim, precisamos seguir em frente! Deus nos chama a não olhar pra trás, a não nos vestirmos do velho homem novamente! A renovarmos nossa mente nEle! A estarmos pronto para perdoar e nos livrarmos de ressentimentos! Que coisa boa é praticar isso! Dá uma leveza  na alma e no corpo incrível! O evangelho de Jesus é realmente integral! A conclusão foi, quanto mais você segue os ensinamentos do Mestre, melhor você vive!

Até aqui, sendo uma sobrevivente do câncer, tenho conversado com muitas colegas de tratamento, lendo sobre a doença, e lendo os doentes. Eu acredito firmemente que o câncer não é uma doença fatalítica na maioria dos casos. Daquele tipo “não sei porquê tenho câncer”. Assim como a maioria das doenças crônicas, a maioria dos cânceres está ligada a processos inflamatórios e de mutação doentia das células que são na maioria causados pelo nosso estilo de vida e pelo “mundo cancerígeno” em que vivemos (há substâncias tóxicas para todos os lados). Por isso eu acredito que na maioria dos casos, não é somente a mutação celular randômica que causa o câncer. Há evidências fortíssimas indicando o aumento do câncer com a ingestão de açúcar, de carnes açucaradas por rações e bombadas de hormônios, com o sedentarismo, produtos químicos, tabaco, stress mental e emocional, obesidade, e promiscuidade sexual. O câncer parece estar longe de ser azar. Basta olharmos para o mundo em que vivemos e para dentro de nós mesmos.

Então queridos leitores, eu não sei se meu estilo de vida está prolongando os meus dias aqui na terra. A vida e a morte pertencem ao Senhor da Vida. O que eu sei dizer é que hoje eu vivo melhor! O meu desejo para você é que você não espere acontecer algo dramático em sua vida para ter um estilo de vida mais saudável. O combate ao câncer começa ao nascer e continua por todos os dias!

Feliz Dia do Combate ao Câncer!

Nascer da esperança

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