Por onde andava a minha fé…

Eu achei que não estava tão longe assim. Mas, logo que Deus novamente afinou o meu relacionamento com Ele, vi que antes eu era como um barquinho à deriva que sorrateiramente ia se afastando da praia.

Naquele tumulto todo de stress, emoções fora do lugar, confrontameto da fé na universidade, não soube ao certo o que levou meu coração a ficar tão duvidoso quanto a certos aspectos da minha fé cristã. De alguma forma, eu parecia estar longe de Deus. Aquele mesmo Deus que se revelou a mim através da pessoa de Jesus Cristo quando tinha apenas 6 anos de idade. Aquele mesmo Deus que se mostrou presente em tantos momentos decisivos da minha história. Aquele mesmo Deus que moveu barreiras intransponíveis para manifestar Sua glória em minha vida. Aquele mesmo Deus que alcançou a vida do meu pai e que o tornou um servo d’Ele. Aquele mesmo Deus que se revelou a tantos estudantes nas universidades do Brasil e do mundo, enquanto fazia (e ainda faço) parte da Aliança Bíblica Universitária. Aquele mesmo Deus que se tornou conhecido à dezenas de estudantes internacionais no Canadá durante nossos estudos bíblicos. Aquele mesmo Deus que vem agindo na vida de milhares ao redor do mundo para dar sentido à vida e resgatar nossa verdadeira identidade de Filhos de Deus. Era deste Deus, do qual passei a minha vida inteira tão perto, que estava me afastando naquele momento.

Hoje me pergunto como isso veio a acontecer. Bom, aprendi com o prórpio Jesus que é lá no íntimo do coração que o pecado cria suas raízes. Ele disse à multidão, no Sermão do Monte, que os atos externos, como por exemplo o adultério e o assassinato, têm sua origem nos sentimentos e desejos maliciosos do homem lá dentro de seu coração. E é exatamente lá que a pessoa de Jesus quer entrar e mudar tudo.

Confesso que meses antes de adoecer, externamente continuava a mesma pessoa, com as mesmas “atividades religiosas”. Era lá dentro de mim que alguns fundamentos da minha fé estavam estranhamente começando a ruir, mas não totalmente. Alguns pilares ainda estavam bem sólidos, mas outros, principalmente os relacionados à fé no sobrenatural, já apresentavam rachaduras.

Hoje eu entendo perfeitamente que não podemos acreditar pela metade. Não podemos acreditar somente em determinadas partes das Escrituras Sagradas. Não dá pra acreditar que Deus pode mudar somente certos aspectos da vida humana. Não dá pra entregar somente parte do nosso coração a Ele. Ele conhece tudo e quer novamente ser o Senhor de tudo o que há em nós, como era lá no princípio de todas as coisas.

Ainda não conhecemos tudo, vemos parcialmente, como já dizia o apóstolo Paulo em I Coríntios 13:12. Mas, um dia veremos face a face Aquele que é o autor e consumador de nossa fé! Você crê?

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6 pensamentos sobre “Por onde andava a minha fé…

  1. Eloísa P. Rizzo 27/07/2011 às 14:03 Reply

    Amém! Eu creio nesse mesmo Deus! Que bom que seu barquinho retornou à margem, e que agora encontra-se ancorado na Rocha!
    Nossa amiga precisamos ter MUITO cuidado né? É um exercício diário….São as “pequenas concessões” que iniciam de forma discreta as pequenas racharuras em nossos corações.
    Parabéns, pela sensibilidade e atenção em perceber para onde estava indo seu coração.
    Te amo minha irmã querida!!!!
    Bjos Elô

  2. Aline (mana) 27/07/2011 às 16:24 Reply

    Quem te via e mesmo te conhecendo tanto nem percebia isso… pois, mesmo “por dentro” seu barquinho talvez tivesse se afastando… por fora você continuava a transmitir a glória de Deus e levando pessoas a Ele!!!

    Bjim… da mana que te ama!

  3. Jackeline Lizeu 28/07/2011 às 04:24 Reply

    Sim eu creio. Jesus Cristo é o Senhor!
    Sei exatamente do que vc está falando Desa, por vezes eu mesma oscilo entre a crença e a dúvida. Não que eu duvide do Senhor Jesus, da Palavra, duvido sim de mim mesma, de minha capacidade de permanecer com os olhos fixos no meu Salvador, Senhor e Pai. Temo que as urgências do dia a dia ou qualquer dificuldade maior possam me roubar a atenção, alterar meu foco. Não raro me apanho ansiosa, sofrendo com problemas pequenos ou grandes, fugindo de questões difíceis de serem resolvidas, aflita, em lugar de buscar socorro no Pai. Então, antes que algum remorso me aprisione lembro-me de Elias; mesmo diante das maravilhas que o Senhor operou através de sua vida, Elias teve medo de ser morto, fugiu, se escondeu, esteve mesmo deprimido. Teria Elias se esquecido quem era o seu Deus? Certamente não. “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos (…)” Tiago 5: 17. Lembro-me de Pedro, que ousou andar sobre as águas, indo de encontro a Jesus, mas, olhando o vento… Não há dúvidas que Pedro se lembrava da pesca maravilhosa, dos milagres de Jesus, ele estava certo ser Jesus o Messias, mas o negou quando a ocasião o acuava.
    …Bom, talvez seja sobre isso que nos adverte o autor de Provérbios “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (PV 4:23). Por isso mesmo há um constante clamor em minhas orações – que o Senhor me ajude a permanecer perto dele, pois sei que Ele jamais me deixa.
    Acredito que o paradoxo está exatamente em conhecer a Jesus e prosseguir em buscá-lo, guardando o coração para que não se deixe contaminar, titubear, ser levado pelas intempéries da vida.
    Que o Senhor nos ajude!
    Bjos,
    Jackeline

  4. Tais 31/07/2011 às 09:33 Reply

    Quando o texto bíblico diz que sobre tudo devemos cuidar do nosso coração porque dele procedem as fontes de vida (Pv 4.23) nem sempre compreendemos a profundidade disso. É do coração que vem a saúde para o todo. O ser humano é complexo, misterioso, e por isso orar: “Senhor, sonda-me” e atentar para o que Ele nos mostra pode ser uma experiência que transforma até nossa intimidade mais oculta. E é tão bom ver que você tem sido uma testemunha desse processo!
    Em amor,
    Su hermanita…

  5. desamarinho 01/08/2011 às 23:55 Reply

    Pois é jack e Tais, era exatamente esse sábio versículo que estava no meu coração no momento em que escrevia o post…
    Obrigada pela força amigas!

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