Protesto de uma fisioterapeuta!

Depois de quase duas semanas ouvindo notícias de protestos, não consigo mais me calar! E deixarei aqui minha reflexão. Primeiramente, estou muito feliz com as manifestações pacíficas. Acho muito válido. Eu mesma já participei de uma contra a exploração dos profissionais de fisioterapia e contra o ato médico, que é antagônico à multidisciplinaridade na promoção da saúde. Ou seja, o médico tomaria o controle de todo o tipo de diagnóstico, prevenção e promoção da saúde, voltando ao modelo arcaico de 2 mil anos atrás onde só o médico tinha competência para cuidar da saúde das pessoas. Isso seria o fim da autonomia profissional dos fisioterapeutas e outros profissionais da saúde que estudam 4-5 anos, sem contar as especializações, para diagnosticar, tratar e previnir doenças. Isso claro dentro de suas competências profissionais.

Bom, só sei que sofrer injustiça é muito ruim. E diante desta não devemos nos calar! Mas, a questão não é só falar. Falar, gritar, levantar cartaz é o desabafo, a terapia de quem sofre injustiça. A questão é que para promover a justiça leva tempo e muito esforço para se engajar nas políticas de onde vc quer mudança.

No meu caso, lembro-me que até participei de algumas reuniões para montar o sindicato dos fisioterapeutas no Espírito Santo e também para saber melhor de quem representava minha classe e quais seriam meus direitos. Também participei do fomento da criação de um conselho regional de fisioterapia no Espírito Santo, pois o conselho que nos representava estava no Rio de Janeiro, muito longe da realidade e necessidades nossas que morávamos ali no Estado vizinho.

E como professora e educadora, aproveitava as aulas e conversas com alunos para incentivá-los a buscar melhores soluções para a classe. Era muito difícil o processo. O caminho indicava muito trabalho e persistência. Com o salário miserável e com a família para sustentar, sei que alguns de meus alunos desistiram da labuta. Eu tinha certo em mim que as grandes mudanças não aconteceriam de uma noite para o dia.

Hoje, a escolha de me aperfeiçoar na área de pesquisa me guiou para o doutorado no Canadá. É o meu tempo. Atualmente, não estou engajada politicamente na minha luta de classe. Mas, com o uso da mídia posso protestar de onde eu quiser. E aproveitando o calor da multidão o faço aqui no meu blog.

DIGA NÃO AO ATO MÉDICO! E lute pela nossa autonomia profissional!!!

atomedico-crefito2

Eu sei que aquela pequena participação minha ali no sindicato foi só um começo. Ainda pretendo me engajar mais na construção de minha profissão. A você que está aí no Brasil, vá as ruas, grite, manifeste sua indignação. E ao voltar para casa, procure uma forma de se engajar politicamente para transformar o que é necessário. Mas, siga com muita determinação e coragem. Pois a luta contra a corrupção é grande e demorada!!!

Para terminar, eu sempre me inspiro em Jesus para seguir em frente. Não vejo saída para a corrupção e a queda da humanidade a não ser em Cristo. Tem hora que a gente não aguenta, e só a força do Espírito Santo em nós, que emana justiça, para fazer com que lutemos com perseverança!!!

Vamos à luta!!!

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14 pensamentos sobre “Protesto de uma fisioterapeuta!

  1. Eloísa 27/06/2013 às 01:51 Reply

    Amigaaaa saudades demais! É verdade, ir às ruas faz parte de uma série de mudanças pelas quais o povo brasileiro precisa passar. Precisamos mudar de postura, de pensamentos, de idéia, de valores, para ai sim.experimentarmos uma mudança genuína q seja forte o suficiente para mudar nossa sociedade. Te amo, te amo e te amo minha amiga querida!! bjo. Elô

  2. Bruno Souza 08/07/2013 às 17:02 Reply

    Boa tarde. Não encontrei seu nome neste post e por isso não vou poder chama-lá por ele, mas gostaria que você ouvisse minha opinião sobre a Lei do Ato Médico. Como acredito que ser contra algo tão óbvio é falta de informação, vou dizer o que eu acho.
    Primeiro, a lei responsabiliza o médico pelo diagnóstico de doenças. Nada mais óbvio, pois na medicina existe algo que se chama diagnóstico diferencial, exercício que faz o médico pensar na probabilidade de um sintoma poder classificá-lo como uma doença entre uma gama enorme de possíveis doenças. Pra isso é preciso conhecer esse grande número de doenças das inúmeras especialidades médicas… isso é muito difícil e muitas vezes é necessário 13 anos de estudo (como eu fiz) e muitos outros de prática (que ainda acredito não ter apesar de 5 anos trabalhando em UTIs, ambulatórios e enfermarias).
    Estou me referindo aos diagnósticos que o médico deve fazer para dar início simplesmente ao processo de tratamento. Já estudei e acho essencial que cada profissional dê um diagnóstico para os problemas que irá resolver. O profissional de Enfermagem tem um Manual chamado NANDA e já consultei muitos manuais de diagnósticos psicológicos e tenho certeza que existe um de Fisioterapia. Só pra lembrar que um financista faz um diagnóstico do mercado financeiro para poder investir e o meu técnico de TV já fez alguns para poder consertar o meu.
    A lei responsabiliza o médico pelo tratamento, medicamentoso ou não. Para isso são necessários muitas horas de estudo de farmacologia, bioquímica, patologia, clínica, além de muita prática em hospitais escolas e de constantes atualizações. Pra isso também é necessário especialização, pra saber mais sobre doenças mais específicas de um sistema.
    Estou, novamente, me referindo à todos os tratamentos que o médico deve participar ou aplicar, não tirando, de forma alguma, o dever de outros profissionais de participarem, com a mesma importância que quaquer outro profissional envolvido, do processo, fazendo aquilo que lhe cabe de acordo com o que aprendeu no seu “curso profissionalizante”, inclusive indicando tratamentos.
    Responsabiliza também sobre a solicitação de exames e o que escrevi acima e um ditado médico acho que justifica bem esta responsabilização: “quem não sabe o que procura, não entende o que encontra”.
    Por último, responsabiliza o médico por indicar ou realizar procedimentos. Nada mais natural, pois na Faculdade de Medicina tivemos aulas no laboratório de simulação; aulas de prática cirúrgica, nas quais é curricular frequentar o centro cirúrgico pra observar o que é feito lá; é necessário se responsabilizar judicialmente por imperícia, imprudência e negligência médica; e acima de tudo é necessário conviver com profissionais de diversas áreas e se reavaliar constantemente, algo que a residência médica deve fazer.
    Quem é contra a Lei do Ato Médico, simplesmente não entende o que está acontecendo…
    Esperando ter sido compreendido. Agradeço.
    Bruno Souza (Cardiologista/Ecocardiografia)

    • Andresa Marinho 08/07/2013 às 19:01 Reply

      Prezado Dr. Bruno Souza, boa tarde.
      Meu nome e Andresa Marinho Buzelli e sou fisioterapeuta desde 2001.
      Eu sei que o projeto do Ato Medico esta em tramitacao no congresso ha mais de 10 anos e vem sofrendo mudancas com as pressoes de outras classes de profissionais da saude. Mas, ainda nao esta no formato que concede a todos os profissionais de saude a sua autonomia.
      Eu entendo perfeitamente o que eh o ato privativo do fisioterapeuta e o Sr. me explicou muito bem o que eh o ato privativo do medico. O meu receio e o de outros profissionais da saude, como os fisioterapeutas, eh que as descricoes nao claras do ATO MEDICO venham coagir as outras profissoes a se subordinarem ao medico em todo tipo de diagnostico, prescricao e tratamento.
      Busquei no site do governo a versao final do texto revisado. E a nossa preocupacao eh exatamente com o artigo 4, decrito abaixo. Vou salientar so paragrafos que preocupa o ATO PRIVATIVO DO FISIOTERAPEUTA. Nao posso falar por outras profissoes.

      “Art. 4º São atividades privativas do médico:
      I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica;II – indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados médicos pré e pós-operatórios;
      III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;
      IV – intubação traqueal;
      V – definição da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica invasiva, bem como as mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas;
      VI – supervisão do programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva, incluindo a desintubação traqueal;
      VII – execução da sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral;
      VIII – emissão de laudo dos exames endoscópios e de imagem, dos procedimentos diagnósticos invasivos e dos exames anatomopatológicos;
      IX – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário;X – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas;
      XI – determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico;
      XII – indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde;
      XIII – realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados os exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular;
      XIV – atestação médica de condições de saúde, deficiência e doença;XV – atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em que não haja médico.”

      Os paragrafos acima sao dubios e podem prejudicar a autonomia do fisioterapeuta, como por exemplo (talvez as mais polemicas), diagnosticar e intervir numa sindrome respiratoria com a indicada ventilacao mecanica, e a de indicar e prescrever orteses. A especialidade respiratoria e ortopedica da fisioterapia capacita o profissional a proceder com a correta ventilacao do paciente e prescricao de orteses. Entao, eu defendo que o PROFISSIONAL QUALIFICADO NESSAS AREAS (seja ele medico ou fisioterapeuta) deva ter a autonomia de executar o ato.

      Um professor meu sempre dizia “cada macaco no seu galho”. Mas, acredito que em questao de saude, tem galho que dois macacos poderao atuar e isso o ato medico nao deixa claro.

      Eu voto pelo ATO DA SAUDE INTEGRAL, onde a multidisciplinaridade e autonomia de cada profissao caminham juntas para saude do paciente.

      Obrigada por compartilhar sua opiniao no meu blog. Sinto-me honrada pelo senhor ter gastado tempo em faze-lo.
      Estou aberta a dialogar e a aprender sempre!
      Afinal, foi para isso que criei o blog.

      Atenciosamente,

      Andresa Rosane Marinho Buzelli
      (Fisioterapeuta Especialista em Reabilitacao Neurologica,
      Atualmente aluna de doutorado na Universidade de Toronto, Canada)

      • Bruno Souza 09/07/2013 às 12:12

        Excelente discussão… Vou novamente dar minha opinião. O diagnóstico nosológico (um termo já em desuso na medicina) se refere a um diagnóstico mais completo, a um estudo da doença, desde sua causa mais básica (etiologia) até uma possível síndrome envolvida. Para isso é necessário aquilo que comentei no meu primeiro post, o exercício do diagnóstico diferencial. Vamos a um exemplo comum, a “dor nas costas”, pode ser uma Espondilite anquilosante, uma doença reumatológica; um tumor ósseo ou de outro tecido com compressão extrínseca; uma hérnia de disco; um desabamento de corpo vertebral, por osteoporose ou doenças endocrinológicas ou hematológicas; e pode ser por mialgia ou compressão radicular, doenças ortopédicas/neurológicas. Uma boa anamnese e exame físico vai te direcionar para um diagnóstico nosológico, mas muitas vezes, será necessário uma confirmação com exames de imagem ou laboratoriais que só o médico tem instrução para solicitar ou analisar. Você poderia falar que você sabe solicitar ou interpretar estes exames por experiência adquirida ou que deveria haver uma melhora nos cursos de Fisioterapia para que os fisioterapeutas aprendessem a fazer isto, mas ai eu pergunto: para que se já existe o curso de Medicina pra isso!!! ( Só para que todos que vão ler isso saibam, meu irmão é fisioterapêuta e minha irmã começou mas desistiu do curso no segundo ano).
        Quanto à indicação do tratamento, somente uma equipe multidisciplinar bem formada pode definir o que é melhor para aquele caso, pois, apesar de não ser médico ortopedista, acredito que eles não saibam de todos os recursos que a Fisioterapia tem para intervir em qualquer caso. Quero deixar claro que para definir um tratamento e indicá-lo é necessário diagnosticar corretamente primeiro.
        Com relação a decisão inicial da estratégia ventilatória ou a supervisão do programa e posterior progressão para a desintubação, acho também correto, pois o médico avalia o paciente em um quadro emergencial e decide pela intubação após avaliar a causa e uma possível alternativa imediata a este procedimento, se é que em raros casos este último pode acontecer. Ao conhecer a causa, sabendo como a ventilação vai contribuir para o tratamento (e não apenas dar suporte) e definindo o prognóstico, defini-se a estratégia ventilatória. O processo para se definir o prognóstico é identico ao do diagnóstico. Para a supervisão do programa, além dos parâmetros do ventilador e dos parâmetros clínicos, é necessário que o médico acompanhe a evolução laboratorial e se a doença está evoluindo de acordo com o prognóstico dado no começo do processo. Suspende-se a terapia ventilatória, normalmente, quando a causa da intubação estiver controlada ou resolvida.
        Com relação à prescrição de órteses e à atestação de condições de saúde ou de doença, é extremamente necessário o conhecimento a fundo da doença, pois indicar equivocadamente uma órtese pode adiar um outro tipo de tratamento e levar à limitações irreversíveis aumentando a morbidade de uma doença e atestar erradamente ou de forma imprecisa uma condição de saúde ou doença também pode não evitar uma morte.
        Não querendo parecer prepotente ou intransigente, aguardo mais informações valiosas e bem embasadas como as anteriores que foram enviadas.
        Bruno Souza

      • Andresa Marinho 11/07/2013 às 02:46

        Prezado Dr. Souza,

        O conceito de diagnóstico nosológico é uma definição ampla e que pode ser aplicada às outras áreas da saúde. Eu fui formada como fisioterapeuta a dar o diagnóstico cinesiologico-funcional que é o resultado do exame dos sinais e sintomas de uma doença e sua consequência na incapacidade funcional do indivíduo. Certamente, como o senhor colocou muito bem, os cursos de fisioterapia em geral nao formam profissionais para fazer o diagnostico etiológico que também é um aspecto do diagnostico nosológico.
        Então dessa forma, nos fisioterapeutas lutamos para que a definição de diagnostico nosológico no ATO MÉDICO seja melhor definido para as competências medicas. A forma que esta lá é muito ampla e acaba se extendendo para áreas de competência diagnóstica de outras profissões de saúde.

        Então, o fisioterapeuta partindo do diagnostico cinesiologico funcional ou fisioterapêutico, determina por sua competência e formação, o tratamento adequado para seu paciente. Tratamento este que nenhum outro profissional da saúde esta autorizado a fazer, constituindo então o ato privativo do fisioterapeuta.

        Com essa discussão toda, quero deixar claro ao senhor e aos leitores do meu blog que os fisioterapeutas nao querem ser médicos (falo aqui em nome dos fisioterapeutas vocacionados para a profissão). Cada profissão tem sua legislação e seus atos privativos e esses devem ser respeitados pelas leis e atos de outra profissão compondo então a tao almejada multidisciplinaridade.

        O que queremos do ATO MÉDICO é a não limitação do ATO DE OUTRAS PROFISSÕES DA SAÚDE.

        Essa conquista não será fácil. E muitas vezes teremos áreas de atuação em comum com outros profissionais. Mas, lutar é preciso! A autonomia profissional é de todos!

        Atenciosamente,

        Andresa Marinho Buzelli

  3. Prezada Dra. Andresa,

    Eis uma ótima notícia que compartilhamos com todos que batalharam por esta vitória.
    A Presidente Dilma Rousseff vetou parcialmente o Ato Médico, conforme pedidos das profissões da Saúde, não-médicos.

    Leia em nosso site.

    http://www.crefito2.gov.br/noticias/noticias/presidente-dilma-rousseff-veta-parcialmente-o-%E2%80%9Cato-646.html

    Assessoria de Comunicação do Crefito-2

    • Bruno Souza 11/07/2013 às 14:20 Reply

      Concordei também com o veto à questão do diagnóstico nosológico, estava confuso. Os artigos que ela manteve, como os relacionados à ventilação mecânica e a atestação das condições de saúde, acredito que estavam de acordo com o que discutimos aqui.
      De qualquer forma acho que isso só deve dar base jurídica para algumas questões, mas na prática continua valendo o mais importante, o bom senso, o respeito e a contribuição de todos os profissionais para, em conjunto, resolver os problemas dos pacientes.

    • Andresa Marinho 11/07/2013 às 14:22 Reply

      Obrigada Crefito-2 por compartilhar tão ótima notícia aqui no meu blog!
      Obrigada a todos vocês que politicamente lutam pela nossa autonomia profissional!
      Vamos seguindo!!!
      Atenciosamente,

      Andresa Marinho Buzelli

  4. Andresa Marinho 11/07/2013 às 14:37 Reply

    Obrigada Dr. Bruno Souza pelo diálogo sincero aqui no blog.
    Saudaçoes,
    Andresa

  5. Vanda 10/02/2014 às 17:58 Reply

    Olá colega de profissão!
    Vi aqui o seu relato, mas o que quero relatar aqui é sobre a exploração e a desvalorização do trabalho profissional em Vitória/ES. A gente estuda tanto para ganhar tão pouco. Falo isso, em relação no tocante a clínicas e hospitais que pagam mto pouco e além disso, a Fisioterapia está sendo terceirizada na
    maioria dos hospitais. Acho isso errado pois no ES não temos piso salarial e nem o Sinfito para fiscalizar. Sofremos muito com isso, pois no Rio é mais ou menos R$ 2.500,00(piso) 6 horas diarias trabalhadas(30h sem) e no ES em clinicas 6h R$ 850,00 (30 h sem). Isso é um horror, não concordo com isso! Amo minha profissão, mas a desvalorização é grande! Ainda, não falei sobre os planos de saúde que tbm pagam pouco e ainda alguns atrasam o pgto.
    Devemos sempre lutar contra o Ato Médico, diga não!

    Vanda

    pois não temos piso salarial no
    ES(Sinfito

    • Andresa Marinho 10/02/2014 às 20:54 Reply

      Ola Vanda! Obrigada por seu relato aqui no blog!
      É realmente uma exploração e desvalorização absurda!
      Em 2007, enquanto ainda morava no Brazil, eu me envolvi com uma mobilização de criar um sindicato e participei de algumas reuniões na sede aí no ES. Mas, logo surgiu uma oportunidade de eu fazer um doutorado aqui no Canadá e acabei me distanciando dos movimentos em prol de nossa classe no ES.

      Eu acredito que não devemos perder a esperança e precisamos continuar lutando pela melhoria das nossas condições de trabalho. Só que em termos de classe, uma andorinha só não faz verão. Precisamos nos unir com pessoas éticas e que tem sede de mudança para reivindicarmos nossos direitos.

      Você está sozinha nessa? Acredito que não! Então por que nada acontece? Veja ao seu redor quem tem os mesmos interesses que vc e lutem juntos pelos seus direitos!!!

      Por agora, só posso ficar aqui na torcida e sempre que possível usar os veículos de comunicação do meu blog para trabalhar com a conscientização!

      Se informe, e veja o que é possível fazer! A começar no seu local de trabalho!

      Que Deus te abençoe!!!
      Abraços solidários,

      Andresa

  6. Dorian Grey 05/07/2014 às 20:08 Reply

    Gostaria de deixar meus dois centavos. O Sr. Bruno Souza parte de um princípio ideal. Neste mundo de chocolate e marzipã, ele está certo.

    Porém, na prática o que encontramos são médicos ignorando seus pacientes por motivos pessoais, profissionais, falta de tempo e vaidade. Encontramos pacientes que andam em 1,2,3 ou 10 médicos sem diagnóstico. Encontramos médicos extorquindo seus pacientes com diagnósticos errados, tratamentos caros e cirurgias desnecessárias sem consentimento esclarecido, a exemplo dos infames procedimentos de artrodese feitos “a rodo” em pacientes sadios, apenas para inflar as contas dos planos de saúde e o saldos de profissionais que jamais deveriam ser diplomados e no entando estão albergados por Conselhos e encontramos uma medicina que, segundo a OMS, é a 125ª pior do mundo.

    Neste mundo cão, longe do ideal, ter profissionais de outras áreas da saúde para diagnosticar distúrbios cinesiológicos e da coluna, incluindo o sistema nervoso periférico, é fundamental. O que o CFM quer, o monopólio apenas do CID, e já deixou bem claro (http://www.f5news.com.br/12232_profissionais-da-saude-fazem-protesto-contra-o-ato-medico-.html), é de uma estupidez fenomenal. Pois o que não está no CID em termos de enfermidade?

    Finalizando, deixo aqui o testemunho de um paciente que se tivesse sido diagnosticado por médico “competente”, estaria internado, tomando morfina e incapaz de trabalhar. Minha doença foi diagnosticada por uma excelente fisioterapeuta pélvica. Inclusive, para os médicos, não fossem tão tacanhos, haveria o benefício do encaminhamento que muitos fisioterapeutas fazem para procedimentos medicamentosos. Triste nossa medicina brasileira, cheia de vaidosos donos da verdade que tanto mal-tratam seus pacientes.

    • Andresa Marinho 08/07/2014 às 23:12 Reply

      Prezado Dorian,

      Obrigada por compartilhar essa tão boa notícia! E parabéns pela sua competente fisioterapeuta!
      Hoje, infelizmente, os cursos de fisioterapia não formam fisioterapeutas para fazer diagnóstico por imagem. Mas, isso foi parte do meu currículo e na minha prática clínica sempre investiguei os exames de imagem dos meus pacientes. Eles são complementares ao diagnóstico cinesiológico funcional, e se há um fator mecânico na lesão, é na imagem que se acha a explicação. E essa explicação direciona o tratamento na recuperação da função.
      Que venham mais profissionais como sua fisioterapeuta! E que os médicos aprendam a trabalhar com a multidisciplinaridade no diagnóstico e tratamento de seus pacientes!
      Atenciosamente,

      Andresa

  7. Dorian Grey 05/07/2014 às 20:16 Reply

    E sim! Minha fisioterapeuta sabe ler exames de imagem (ultrassom, ressonância, EMG, Tomogragia, raio-x) melhor que muitos médicos. Graças a Deus e para benefício de seus pacientes.

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