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Aprendendo a ser “morning person”

Bom dia querido (a) leitor (a)! hibiscus_morning

Hoje é o primeiro dia do meu projeto “morning person” e queria compartilhar com vcs. Eu cheguei a conclusão que se eu não começar a trabalhar 2 horas antes do que eu costumo a fazer, eu não cumprirei a minha meta de defender o meu doutorado até meados do ano que vem.

Essa semana tive a certeza que acordar mais cedo é preciso, para não precisar sacrificar o meu tempo com a família e com os amigos. Ser estudante de doutorado, esposa, amiga e dona de casa requer horas a mais do meu dia. E eu percebi que eu estava perdendo 2 horas dos meus dias de semana só pra curtir aquela preguicinha na cama pela manhã.

Hoje consegui cumprir minha meta com 12 minutos de atraso. Amanhã espero ser melhor. O maridão deu a maior força e até fez o café da manhã! Ontem dormimos pedindo a Deus que nos despertasse para o dia! Que nos enchesse de energia e disposição para trabalhar e aproveitarmos melhor nossas preciosas horas! E Ele nos respondeu!

Gostei da experiência de sentir a brisa matinal enquanto vinha de bicicleta até aqui. Gostei da luz da manhã mais suave. Do ar mais fresco. Da sensação de dever cumprido.

Agora é focar no objetivo disso tudo, me dedicar mais na reta final do doutorado, com equilibrio e com tempo para tudo. Que Deus continue me acordando pra vida, e mais cedo!

Um bom dia pra vc, que acorda mais cedo ou mais tarde!

Aprendendo o que não aprendi ainda

Escrevo esse post na calmaria à beira do Oceano Pacifico em Vancouver, após uma noite e uma manhã de tempestades.

Estou aqui para uma conferência E hoje era dia de apresentar o meu pôster. Eu vim bem empolgada com este poster, e digo até um pouco orgulhosa depois que meu orientador me elogiou meu trabalho.

O poster me deu realmente muito trabalho para fazer. Fiz análises e mais analises. Ajustes e mais ajustes nas variáveis que estudo. Achei que estava tudo certo.

Mas ontem a noite resolvi dar mais uma investigada nos dados e lá estava um valor de p incorreto que mudaria toda a conclusão do poster. Desesperei. Conferi todas as análises novamente, e nao tinha como eu apresentar o poster numa conferencia internacional com aquele pequeno, mas importante erro.

A apresentacao era 9:30 da manhã. e ali estava eu a corrigir o poster em plena 2 hs da manhã. Lamentei por eu e meus co-autores nao terem visto isso antes. refleti sobre a minha fragilidade com planejamento e organização. Mas com um sentimento no coração que agora, nessa altura do campeonato não adiantaria chorar o leite derramado.

Então corrigi o poster e planejei imprimi-lo assim q o lugar da impressão abrisse.

Amanheço e ligo para vários lugares e nenhum deles tinha como imprimir de última hora. Não sabia o que fazer. A caminho da conferência decidi imprimir o pôster corrigido em papel A4 e entregar para os leitores.

Estava desolada. Impotente diante daquela situação. Já tinha clamado a Deus por um milagre. Mas naquele ponto não sabi mais o que pensar, quando de repente pego a saída “errada” do metrô e dou de cara com um lugar de impressão. um daqueles que bunca acharia numa busca online.

Entrei. 8:30 da manhã. Perguntei meio sem acreditar que daria tempo. E a moça toda simpática disse que eles imprimiriam sim e a tempo de eu chegar p minha apresentação. Fiquei como quem sonha. A moça simpática com confiancça no seu serviço tentava me acalmar. O senhorzinho da impressão fazendo tudo rápido e com zelo.

Poster pronto. Eles chamam o taxi para mim. Chego na conferencia faltando 12 minutos para a presentação. Grata, sem palavras e com a certeza de que agora havia interpretado corretamente os dados.

Durante 2 horas e meia não parei de falar, comunicando os meus achados aos interessados que vinham ao pôster. Aprendendo com os experts e feliz de ter um Deus que nunca me deixa só!

As lições foram aprendidas. Poderia nomeá-las aqui. Mas prefiro ficar agora com o sabor da graça de Deus e da calmaria depois de uma tempestade.

Vancouver_city

O doutorado que me transforma

Eu me lembro bem do dia em que comecei a pensar em fazer um doutorado. Eu anotei no meu diário. Anotei as razões pelas quais eu queria um doutorado. Pensei no projeto e rascunhei um projeto. O que não pensei era que sonho e desejo sem planejamento e muita persistência não ia me levar muito longe.

Eu sempre tive uma mente muito criativa. Já até pensei em ser artista por causa da minha mente espontaneamente criativa. Mas, definitivamente, criatividade não é o bastante para se completar um doutorado. Eu também sempre fui muito empolgada e feliz com minhas realizações. Mas, também te digo que empolgar com seu projeto não garante que ele será bem executado e a tempo.

Portanto, para eu terminar o meu doutorado, estou tendo que passar por mudanças radicais. Primeiramente, planejamento é essencial. E mesmo não sendo uma pessoa bem planejada, tenho que me esforçar em ser, caso queira completar essa grande tarefa. Não dá pra deixar que as circunstâncias de cada dia lidere minha agenda. E não dá pra planejar à medida que houver necessidade. Isso não é planejamento. Tenho aprendido que planejar é antecipar uma estratégia de execução dentro de um cronograma viável para que quando vier a hora de executar o projeto, você tenha os recursos necessários para fazê-lo. Ainda estou engatinhando nessa área, por sinal.

Também tive que aprender o que é a verdadeira persistência. Eu sempre achei que era uma pessoa persistente. Mas, agora estou tendo que exercitá-la ao nível máximo. Não digo “dar murro em ponta de faca”. Digo persistir em aprender, em fazer de novo e de novo quando algo dá errado, até dar certo. Quero dizer que estou aprendendo a persistir no alvo correto. Aprendendo a persistir mesmo quando a vontade é a de desistir.

Outra característica que tive que desenvolver é o foco. Está pra existir uma pessoa mais hiperativa e dispersa do que eu. Eu consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo e ainda prestar atenção em tudo que está ao meu redor. Focar para mim é muito difícil. Mas, Deus tem me ajudado. E o marido também. Não dá pra viver aqui e ali, começando uma coisa e outra atrás da outra, sem terminar nada. É importante almejar a conclusão de uma tarefa, estabelecer prazos e desenvolver o foco correto para completá-la.

Além de foco, eu também precisei ir mais a fundo no conhecimento. Doutorado na verdade é isso. Você se aprofunda numa área restrita de conhecimento e testa teorias a respeito. Não dá pra levar um doutorado como se estivesse num “playground”. Eu cheguei aqui assim. Querendo estudar tudo e medir tudo. Comprovar de tudo um pouco. Não deu tempo e nunca daria. O meu comitê de avaliação teve um papel fundamental de me guiar para um conhecimento mais focado e profundo do meu projeto de doutorado.

Ah, e não menos importante. Estou aprendendo a mansidão e o controle emocional. Gente, quem me conhece sabe que eu sou emoção pura. Mas, não dá pra desenvolver um doutorado com emoções à flor da pele. Se eu for sentir e levar para o coração as críticas e os diferentes pontos de vista sobre o meu trabalho, eu estou perdida. É preciso parar e filtrar o que realmente precisa ser levado para o coração. Senão, você se desgasta muito.

Bom, são muitos os aprendizados. Vejo que Deus tem me ajudado a aprimorar muita coisa através deste doutorado. Mas, mesmo com todas essas mudanças, eu sei que nunca me tornarei uma outra pessoa. Eu tenho uma identidade e uma personalidade que são só minha. Deus me fez assim e me amou assim desde a fundação do mundo. Mas, Ele tem prazer em me transformar e em me aperfeiçoar para Sua glória. Por isso, enquanto eu viver, Ele estará trabalhando em mim.

Porque a beleza da vida é isso, você vive e aprende algo novo todos os dias!

É por isso que vou seguindo assim… doutorando e aprendendo! Porque ninguém já nasce sabendo! 🙂

Estudando_pordosol

Você está de bem com você mesma?

Resolvi escrever este post para minhas leitoras mulheres, mas pode ser que sirva para homens também. É Autoaceitaçãosobre autoaceitação. Não sou psicóloga. Nem tenho vasta experiência no assunto. Mas, conversando com várias amigas e amigos pude perceber que nós temos mais dificuldades em lidar com a autoaceitação que os homens. Não gosto muito dessas comparações de gênero porque acredito que cada ser humano é único com seu jeito de ser e de viver a vida. Mas, acho que nós mulheres temos sofrido bastante crise emocional de autoaceitação nos últimos tempos, com toda essa demanda social, familiar, profissional que é imposta a nós diariamente.

Bom, esse assunto dá “pano pra manga” mas, como disse a vocês que não sou especialista no assunto, vou dissertar aqui a partir da minha própria experiência de redescoberta com a seguinte pergunta: você está feliz com você mesma?

Hoje em dia com a leitura diária das mídias sociais, é muito fácil a gente se deparar com artigos de “como ser feliz em 6 dias”, “10 coisas que as pessoas felizes fazem”, e por aí vai… Com isso, não é difícil a gente comparar felicidade com o que acontece com os outros e não pararmos pra pensar se somos felizes do jeito que somos.

Um dos pontos que me chamou a atenção nos artigos (e que concordei) é que as pessoas felizes se aceitam bem. Ou seja, são felizes com elas mesmas, do jeitinho que são. Alguns artigos falam que isso até traz mais saúde para o corpo. Daí, imediatamente me lembrei da minha mãe. Como toda filha adolescente no mundo, eu já passei na fase de repreender a minha mãe por alguma coisa que ela falava ou fazia e que eu não gostava. E ela sempre me respondia, “ah! eu sou assim mesmo! não se preocupa não!”. Enquanto eu ficava me preocupando (à toa) com algum comportamento desconcertante (para mim) de minha mãe, ela estava lá totalmente confortável e feliz com seu jeito de ser. Minha mãe é uma das pessoas mais felizes que conheço nessa face da terra! E por incrível que pareça, isso é característica de pessoas felizes sim, como a minha vó… opa, vou parar de citar casos de família.

Vou falar de mim… Trilhando todo esse caminho de redescoberta através da sobrevivência ao câncer, vejo que é muito terapêutico nós mulheres nos aceitarmos do jeitinho que somos. Aqui, faço uma ressalva com relação ao pecado, somente. Temos que nos arrepender e mudar aquilo que desagrada a Deus. Mas, da nossa essência, digo identidade, característica peculiar, do nosso jeitinho mesmo de ser, disso não devemos nos arrepender, nem nos entristecer. Pelo contrário, devemos dizer “sou assim mesmo, Deus me fez assim, Deus me ama assim!”. O fato de Deus nos aceitar como somos torna mais fácil o caminho de nós nos aceitarmos como somos.

Esses dias que tive que parar para pensar (e me recuperar) de novo, muitas coisas novas aprendi. Reconheço que em alguns momentos da minha vida tentei fazer aquilo que não estava em sintonia com meus dons e talentos, projetando mais a minha identidade nos outros do que na minha própria maneira de ser. Cada dia me conheço mais e me aceito mais. E hoje eu não quero ser mais ninguém, nem além nem aquém, do que Deus me chamou para ser. Com todas as minhas características peculiares, hoje vejo que faço melhor algumas coisas que outras. E é a sintonia do ser e do fazer que eu quero buscar nessa nova etapa de trabalho que me espera.

Olhemos para nós mesmas e celebremos com gratidão quem somos, cada uma de nós com dons e talentos particulares e que ao serem (re)descobertos para o uso fazem toda a diferença na sua própria felicidade e na felicidade de quem está à sua volta!

Acabou seu doutorado?

Road Construction SignAcho que eu celebrei tanto a vitória de ter passado no exame de qualificação do meu doutorado que muitas pessoas têm me perguntado se eu já acabei ou se estou acabando o doutorado.

Bom, pessoal, eu ainda tenho uma longa caminhada até lá! Estou trabalhando intensivamente para terminar em 1 ano ou 1 ano e meio, mas tem a probabilidade de se extender mais um pouco… O meu projeto inovador que me garantiu uma excelente bolsa de doutorado por 3 anos aqui na Universidade de Toronto requer mais engenharia e recursos (inclusive pessoais) do que inicialmente planejado.

Exatamente agora, estou preparando o meu local de experimento que irá testar as variáveis de meu interesse na pesquisa. O treinamento que fiz na Universidade Cruzeiro do Sul em São Paulo em um projeto piloto sob orientação da professora Ana M.F. Barela foi fundamental para entender as variáveis biomecânicas que envolvem o meu projeto.

De agora em diante terei muito trabalho para por em prática o que aprendi e aprender o que ainda não aprendi. Também terei que aprender a simplificar o projeto. Em um doutorado nem sempre se tem tempo para fazer tudo o que planejou. É importante agora eu focar e contribuir com o que realmente posso fazer no período que me resta aqui na U of T.

Estou animada! Tenho pedido a Deus saúde, sabedoria e força para seguir firme até o final! E também tenho agradecido a Ele muito por até aqui ter me ajudado e me sustentado para continuar trilhando a árdua e prazeirosa carreira acadêmica.

Vou compartilhando os aprendizados por aqui, sempre que possível!

BJinhos e ótima semana de trabalho a todos!

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