Aonde você descansa a sua alma?

Estou de férias essa semana. Eu e meu marido fomos acampar num sítio que oferece descanso, renovo e silêncio, bem como retiro espiritual. Clique aqui caso esteja interessado em mais informações. O lugar é lindo, tranquilo e realmente proporcionou um descanso merecido para eu e meu marido.

Mesmo descansando o corpo e a mente durante 4 dias numa cabana rústica e curtindo a vida simples, nadando em lago transparente e refrescante, eu voltei para Toronto com a alma ainda agitada. Agitada por preocupações, pela ânsia de descansar mais, de fazer isso e aquilo, e de cumprir com a meta de verdadeiramente descansar nas minhas férias.

Não entendia aquela inquietação toda. Corpo e mente estavam descansados. Mas, a alma ainda não. Os anseios que não se podem preencher com nenhum descanso do corpo ainda não tinham encontrado descanso. Foi quando me lembrei dos Salmos 116, especialmente do versículo 7. O Salmista muitas vezes clamava ao Senhor pelo descanso de sua alma. E no Senhor encontrava a paz, a verdadeira paz. O verdadeiro descanso.

“De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança.” Salmos 131:2

Então pedi ao Senhor. Quero ser como o Salmista. Quero a paz que nenhum descanso pode dar. Orei, “Vem, ó minh’alma, descanse na presença do Senhor. Lembre que Ele tem te feito muito bem. Ele é o seu verdadeiro descanso.”

A presença de Deus é tão real, que não escureceu o dia antes de eu sentir a verdadeira paz de espírito. O Senhor me atendeu. Minha alma se aquietou. Então veio o outro dia. E percebi que correr aos pés de Jesus depositando todos os nossos anseios da alma deve ser um exercício diário, constante.

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.
Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Mateus 11:28-30

Diariamente passamos por situações que podem tirar a nossa paz. E tornar a nossa alma fatigada. E por mais que a gente descanse o corpo e a mente, a alma só encontrará descanso naquele Quem a criou.

Aonde você tem descansado a sua alma?

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Para cada estação, um tempo

Depois de uma semana de muitas lutas e vitórias, aqui estou eu bicicletando a caminho de casa quando vejo essas flores lindas pelo caminho. Sem exitar, retorno com minha bike, contemplo, tiro o celular da mochila e começo a fotografar.

A dona das flores, vendo a minha admiração pelas belezas de seu jardim, caminha em minha direção. Eu pergunto se poderia tirar uma foto, ela disse, ‘claro!’. Toda sorridente exclama, ‘fico contente de você ter gostado das minhas flores… eu venho aqui a cada 2 horas admirá-las’.

Eu disse, ‘suas flores já me fizeram parar ou pelo menos reduzir a velocidade muitas vezes por aqui’. Ela contente, sorri. Então juntas começamos a admirar as belezas de suas dálias e rosas. Cada uma com sua beleza particular. Cada uma com seu tom. Umas mais vibrantes, outras mais delicadas e singelas. Umas mais resistentes ao tempo, outras mais frágeis a qualquer vento. Mas, estavam todas ali, arrancando olhares (e fotos) de quem passava.

Ela então me chama toda empolgada para olhar a mais delicada e meiga de todas, um pouco mais perto da porta de sua casa. E o papo se desenrola sobre jardim e estações. ‘Sabe’, ela disse, ‘eu alugo um quarto para uma estudante brasileira aqui em casa e sempre converso com ela. E um dia desses estávamos refletindo sobre as diferentes estações em países nórdicos comparando com os países que só têm calor. E eu pensei em como ter inverno intenso e calor nos ensina sobre a vida.’ Ela continua, ‘o inverno é importante para nos ensinar como suportar o sofrimento, ter disciplina, lidar com os momentos difíceis’. Daí eu complementei, ‘e a primavera nos ensina sobre a esperança, o renovo, uma nova vida surgindo’. Eu disse a ela que a primeira vez que eu experimentei a primavera depois de um longo e tenebroso inverso, eu achei que era um milagre. Ela concorda. E diz que toda a primavera ela tem o mesmo sentimento. A vida é um milagre. E a dona das flores acha que a natureza nos ensina muito sobre a vida. E continuávamos a admirar as lindas flores e a conversar sobre as belezas do Criador. Ambas acreditamos num Criador, muito artista por sinal.

Continuei, ‘e olha que interessante isso, quem visse só esse botãozinho aqui fechadinho, nem pensaria que viraria essa flor maravilhosa, né?’. Pensei dentro de mim, ‘com o cuidado correto tudo pode florescer, é só ter paciência.’ E logo em seguida ela me conta sobre o cuidado que tem com as flores, de como ela cuida em congelar os tubérculos na temperatura correta para então replantar quando o calor chegar. E quando ele chega, ela as descongela, as raízes crescem, ela planta novamente, e logo a beleza de todas elas volta a encantar.

‘Foi um prazer te conhecer!’, eu disse. ‘Obrigada por compartilhar de suas flores conosco’. ‘Fico feliz que tenha gostado’, ela responde.

Então pego a minha bike, ainda dou mais aquela olhadinha para aquele lindo jardim e agradeço por ter um Jardineiro que cuida muito bem de mim.

Dahlias_blog

Na saúde e na doença

Gente, eu me sinto totalmente agraciada por ter a presença de Jesus na minha vida. Ele é o noivo de sua igreja, e com ela, Ele faz um pacto de nunca a abandonar. Mesmo sabendo que Deus nunca me abandonaria, foi quando adoeci que pude perceber claramente que isso é a mais pura verdade.

Enquanto era saudável, Ele estava lá, morando em mim, desde o dia em que O aceitei. Sabia disso. Cria nisso. Mas, foi quando eu perdi minha saúde que experimentei a mais doce de Sua presença. A mais confortante. A mais fiel. A mais presente. Um presente.

O vale do sofrimento foi grande, mas a presença de Jesus superabundou e trouxe uma paz transbordante. Um amor imenso rodeou o meu ser quando recebi a notícia que tinha que fazer a quimioterapia. E eu estava “sozinha” em um consultório médico em São Paulo (especialmente nessa consulta). Quando senti o conforto de Deus e o Seu amor por mim tão presente, percebi que sozinha estava só fisicamente.

Por que estou lembrando de tudo isso? Me deu vontade de escrever este post para homens e mulheres que estão passando pelo vale da dor e do sofrimento. Eu estive lá. Experimentei a dor. Experimentei a perda dos cabelos, de um ovário… Mas, não da esperança. E algo que nunca se perdeu nesse tempo todo, foi o Amor de Deus por mim.

Deus ama em todo tempo.

O meu desejo pra você hoje é que O conheça. Que abra o seu coração para receber esse Amor de Deus. Que creia em Seu Filho, quem sabe muito bem o que é dor e sofrimento. Que pare de fazer só pelas suas forças. Que se renda à presença de Deus. Porque Ele é fiel. Na saúde e na doença. Na alegria ou na dor.

Flor_Dahlia_desabuzelli

Aprendendo a ser “morning person”

Bom dia querido (a) leitor (a)! hibiscus_morning

Hoje é o primeiro dia do meu projeto “morning person” e queria compartilhar com vcs. Eu cheguei a conclusão que se eu não começar a trabalhar 2 horas antes do que eu costumo a fazer, eu não cumprirei a minha meta de defender o meu doutorado até meados do ano que vem.

Essa semana tive a certeza que acordar mais cedo é preciso, para não precisar sacrificar o meu tempo com a família e com os amigos. Ser estudante de doutorado, esposa, amiga e dona de casa requer horas a mais do meu dia. E eu percebi que eu estava perdendo 2 horas dos meus dias de semana só pra curtir aquela preguicinha na cama pela manhã.

Hoje consegui cumprir minha meta com 12 minutos de atraso. Amanhã espero ser melhor. O maridão deu a maior força e até fez o café da manhã! Ontem dormimos pedindo a Deus que nos despertasse para o dia! Que nos enchesse de energia e disposição para trabalhar e aproveitarmos melhor nossas preciosas horas! E Ele nos respondeu!

Gostei da experiência de sentir a brisa matinal enquanto vinha de bicicleta até aqui. Gostei da luz da manhã mais suave. Do ar mais fresco. Da sensação de dever cumprido.

Agora é focar no objetivo disso tudo, me dedicar mais na reta final do doutorado, com equilibrio e com tempo para tudo. Que Deus continue me acordando pra vida, e mais cedo!

Um bom dia pra vc, que acorda mais cedo ou mais tarde!

Um ensaio sobre a derrota

Hoje foi um dia muito triste para a maioria dos brasileiros e para quem admira o futebol do Brasil. Quem mora ou já morou fora do país sabe o peso que o futebol tem para a cultura brasileira. Quase sempre quando falo que sou brasileira para os meus amigos internacionais aqui no Canadá, todo mundo comenta “soccer, Pelé, Ronaldinho”, “you guys know how to play soccer (vocês sabem como jogar futebol)”, “you are champions (vcs são campeões)”, e por aí vai. bandeira_do_Brasil

Hoje o nosso futebol foi desarmado pela talentosa, preparada e organizada Alemanha, com um pano de fundo sem Neymar e o nosso capitão Thiago Silva. Eu não entendo muito da técnica do futebol e por isso não farei comentários técnicos. Estou aqui para comentar sobre esse sentimento de humilhação coletiva. De tristeza coletiva. De desilusão coletiva. E de como isso pode afetar a vida coletiva dos brasileiros, dentro e fora dos estádios.

Como? Eu ainda não sei. Só sei que estamos de luto e arrasados por essa derrota humilhante. E esses momentos de profundo descontentamento costumam gerar mudanças radicais.

Imagino que no futuro quando eu disser aos gringos que sou brasileira, sei que ouvirei “what happened with the Brazilian team in the World Cup of 2014? (o que aconteceu com o time do Brasil na copa de 2014?)”, “you guys were so good on soccer” (vcs eram tão bons no futebol). Espero poder responder:

“menino, pois você não vai acreditar… depois daquela Copa muita coisa mudou. Realmente, o nosso futebol está passando por uma fase de reestruturação. Não somos tão bons assim no futebol quanto pensávamos. Mas, depois daquele evento traumático, de alguma forma, estamos melhores em muitas outras áreas. O povo se tornou muito mais consciente do seu dever de cidadão. E por causa disso o governo brasileiro também tem mudado. Ainda tem muita gente corrupta, é verdade, mas hoje votamos com mais consciência e não esperamos tanto das autoridades para empreendermos pequenas e importantes mudanças pelo país afora. Eu não sei explicar, mas parece que aquela desilusão com o futebol fez o povo refletir e acordar pra vida. Estranho não? Acho que acabamos refletindo em outras áreas em que temos sido derrotados a séculos e decidimos de uma vez por todas tomar uma atitude diferente do nosso jeitinho brasileiro. Olha, nunca pensei que uma derrota humilhante no futebol fosse gerar tanta vitória na vida de tantos brasileiros.”

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