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Você está de bem com você mesma?

Resolvi escrever este post para minhas leitoras mulheres, mas pode ser que sirva para homens também. É Autoaceitaçãosobre autoaceitação. Não sou psicóloga. Nem tenho vasta experiência no assunto. Mas, conversando com várias amigas e amigos pude perceber que nós temos mais dificuldades em lidar com a autoaceitação que os homens. Não gosto muito dessas comparações de gênero porque acredito que cada ser humano é único com seu jeito de ser e de viver a vida. Mas, acho que nós mulheres temos sofrido bastante crise emocional de autoaceitação nos últimos tempos, com toda essa demanda social, familiar, profissional que é imposta a nós diariamente.

Bom, esse assunto dá “pano pra manga” mas, como disse a vocês que não sou especialista no assunto, vou dissertar aqui a partir da minha própria experiência de redescoberta com a seguinte pergunta: você está feliz com você mesma?

Hoje em dia com a leitura diária das mídias sociais, é muito fácil a gente se deparar com artigos de “como ser feliz em 6 dias”, “10 coisas que as pessoas felizes fazem”, e por aí vai… Com isso, não é difícil a gente comparar felicidade com o que acontece com os outros e não pararmos pra pensar se somos felizes do jeito que somos.

Um dos pontos que me chamou a atenção nos artigos (e que concordei) é que as pessoas felizes se aceitam bem. Ou seja, são felizes com elas mesmas, do jeitinho que são. Alguns artigos falam que isso até traz mais saúde para o corpo. Daí, imediatamente me lembrei da minha mãe. Como toda filha adolescente no mundo, eu já passei na fase de repreender a minha mãe por alguma coisa que ela falava ou fazia e que eu não gostava. E ela sempre me respondia, “ah! eu sou assim mesmo! não se preocupa não!”. Enquanto eu ficava me preocupando (à toa) com algum comportamento desconcertante (para mim) de minha mãe, ela estava lá totalmente confortável e feliz com seu jeito de ser. Minha mãe é uma das pessoas mais felizes que conheço nessa face da terra! E por incrível que pareça, isso é característica de pessoas felizes sim, como a minha vó… opa, vou parar de citar casos de família.

Vou falar de mim… Trilhando todo esse caminho de redescoberta através da sobrevivência ao câncer, vejo que é muito terapêutico nós mulheres nos aceitarmos do jeitinho que somos. Aqui, faço uma ressalva com relação ao pecado, somente. Temos que nos arrepender e mudar aquilo que desagrada a Deus. Mas, da nossa essência, digo identidade, característica peculiar, do nosso jeitinho mesmo de ser, disso não devemos nos arrepender, nem nos entristecer. Pelo contrário, devemos dizer “sou assim mesmo, Deus me fez assim, Deus me ama assim!”. O fato de Deus nos aceitar como somos torna mais fácil o caminho de nós nos aceitarmos como somos.

Esses dias que tive que parar para pensar (e me recuperar) de novo, muitas coisas novas aprendi. Reconheço que em alguns momentos da minha vida tentei fazer aquilo que não estava em sintonia com meus dons e talentos, projetando mais a minha identidade nos outros do que na minha própria maneira de ser. Cada dia me conheço mais e me aceito mais. E hoje eu não quero ser mais ninguém, nem além nem aquém, do que Deus me chamou para ser. Com todas as minhas características peculiares, hoje vejo que faço melhor algumas coisas que outras. E é a sintonia do ser e do fazer que eu quero buscar nessa nova etapa de trabalho que me espera.

Olhemos para nós mesmas e celebremos com gratidão quem somos, cada uma de nós com dons e talentos particulares e que ao serem (re)descobertos para o uso fazem toda a diferença na sua própria felicidade e na felicidade de quem está à sua volta!

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