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O prato nosso de cada dia

Acabei de almoçar e resolvi então escrever o post sobre alimentação. Estava aqui comendo e comparando a minha atual alimentação com a antiga. Pra você ter uma idéia, hoje almocei salada verde com alface, agrião, rúcula, salsinha, cebolinha e coentro acompanhada de beterraba e cenoura raladinhas, somadas ao arroz integral cozido com inhame e caule de couve, além do feijão ao alho… no lugar da carne vermelha, comi ovo frito e sardinha ao óleo de azeite. Tudo delicioso ao tempero da minha tia Esperança! Terminei de comer contando quanta coisa boa tinha acabado de ingerir: 7 tipos de verduras, 3 tipos de legumes, 2 tipos de grãos, além do ovo e peixe. As duas colherinhas de sorvete de creme com baixo teor de açúcar e um pedacinho de bolo de côco fecharam com chave de ouro!

Eu nunca fui de comer mal, mas também nunca comi tanta variedade de legumes e frutas como tenho comido agora. Na verdade, meses antes de fazer a radical descoberta, a minha alimentação tinha desgringolado bastante, talvez como reflexo de tudo que estava acontecendo ao meu redor. Estava consumindo muita carne vermelha lá no Canadá, e achava que esta, associada ao arroz, feijão enlatado e salada de tomate e alface, já estava de bom tamanho. Variava muito pouco este “prato nosso de cada dia”, e não queria trocar o bife por nada. Acho que ingeria carne vermelha 3 a 4 x mais do que seria recomendado por semana (200 g ou 2 bifinhos). E na ausência do pratinho brasileiro, comia hamburguer, batata frita com refrigerante ou suco de fruta adocicado (enlatado ou de caixinha). Sobremesa? Chocolate, claro. Às vezes levava uma frutinha na bolsa . Mas, diante da pressão e do stress do meu doutorado, o que rolava mesmo era chocolate em frente ao computador do meu laboratório. Sem falar no cafezinho né? Todos os dias pela manhã e durante a tarde tomava um cafezinho com os colegas de laboratório. E no Canadá, cafezinho é apelido né minha gente! A gente tomava mesmo era no mínimo 300 ml de café do Starbucks e Second Cups da vida (com açúcar no meu caso, que cresci tomando café adoçado da minha mãe).

Alguns pesquisadores sugerem que o açúcar deva ser tratado como o tabaco por estar associado a doenças degenerativas e do coração, ao derrame cerebral, ao diabetes, e até a certos tipos de cânceres.  As bebidas adocicadas, como os refrigerantes, são apontadas como os principais veículos desse alto consumo de açúcar pela sociedade moderna.

O açúcar e a farinha branca parecem mesmo ser os principais vilões! Eles aumentam rapidamente a taxa de glicose no sangue, a qual imediatamente provoca a secreção de insulina e a liberação de fatores de crescimento (como o insulin-like growth factor), que por sua vez estimula o crescimento das células. O açucar também é considerado um pró-inflamatório, e hoje se sabe que a inflamação é um fator contribuinte para o crescimento de tumores. 

A carne vermelha também já vem sendo combatida como uma vilã do câncer e de algumas doenças crônicas, principalmente as processadas como linguiças, hamburguers, presuntos e salames. E eu já reduzi bastante o consumo de red meat na minha dieta! Tenho aprendido a apreciar o sabor dos peixes, do ovo e da carne branca… Como uma boa brasileira e fã de churrasco, não foi fácil, mas consegui!

Fiquemos de olhos bem abertos com nossa dieta! Eu tive que obrigatoriamente abrir o meu. E hoje já não como coisas saudáveis por obrigação. Hoje eu sinto prazer em um cafezinho sem o açúcar pela manhã (na verdade, tem mais sabor), no pão e arroz integrais, nos sucos naturais só com o açúcar das frutinhas e no chocolate com no mínimo 70% de cacau. Carne vermelha? Só dois bifes por semana!

Mudar hábitos de vida não é fácil pra ninguém. Eu ainda estou no processo… e nos posts sobre a minha recuperação, darei mais detalhes de como tem sido a deliciosa aventura de mudar a alimentação, do café da manhã ao lanchinho da noite antes de dormir… Aguardem! E bon appétit!

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