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O tempo passa, e o que realmente muda?

Para muitos, e eu estou nesse grupo, o último dia do ano é de reflexão e resoluções. Acho importante, ao final de cada ciclo que se fecha, pensarmos, desejarmos e planejarmos o próximo ciclo. Eu sinceramente gosto de datas que são marcos de um novo começo.

Quando saí da cirurgia de remoção do câncer em Janeiro de 2011, tive essa mesma sensação de recomeço. Depois quando terminei o tratamento de quimioterapia e nenhum sinal de câncer havia no meu corpo, de novo me veio o sentimento de que Deus estava me dando uma nova chance para recomeçar.

Atualmente, quando o ano termina, também tenho esse mesmo sentimento de recomeço. Faço planos, anoto os sonhos, digo que mudarei isso e aquilo na minha vida. Mas, o que realmente muda? E o que realmente mudou até aqui?

Bom, as viradas de ciclos que Deus me proporcionou nos últimos 4 anos realmente trouxeram mudanças, algumas radicais, no meu estilo de vida. A primeira mudança foi com a alimentação. Hoje me alimento de forma saudável do que antes. Consolidei pequenas mudanças que fizeram e fazem toda a diferença no meu dia-a-dia. Pela manhã, pão integral com finas fatias de muzzarela, yogurte, cereal, frutas vermelhas e café sem açúcar. Já virou rotina. Claro, que eu e meu marido não somos radicais, e não precisamos ser. Quando bate aquela vontade de um pãozinho francês, a gente se esbalda! E também vale lembrar que durante as festas celebramos com o que nos põe à mesa!

Bom, daí 3 horas até o almoço não comemos nada, as vezes uma fruta. Na maioria das vezes, eu só tomo água. Mas, nada de biscoitos e chocolates. Almoçamos nossa comidinha caseira que levamos na marmita, quase sempre balanceada com feijão, arroz, salada (legumes) e um tipo de carne. Ah, por falar em carne, reduzi bastante o consumo de carne vermelha. Lembro-me de comer até dois grandes bifes por refeição por dia. Não precisamos. Definitivamente, nosso corpo não precisa de tanta carne vermelha, e quando comemos em excesso carne ou açúcar, ocorre inflamação em nossas células que pode levar a várias doenças crônicas. Também é raro nos alimentarmos tomando sucos adocicados. Quando tomamos é meio copo e só. Normalmente eu chupo uma laranja ou uma fruta cítrica logo após as refeições ou tomo água um pouco depois de comer.

Aqui no Canadá a gente janta cedo. Então, entre o horário do almoço até a janta, comemos uma banana ou maçã. As vezes rola um biscoitinho integral com café sem açúcar no meio da tarde, mas não é sempre. Ah, a sobremesa? Nos dias de semana normalmente não temos. Mas, um bombom ou um pedacinho de chocolate é bem-vindo. Gostamos tb de um sorvetinho, no final de semana, ou quando recebemos visitas. O importante é comer a sobremesa sempre depois de grandes refeições. Assim, o açúcar não inflama muito as células do seu organismo.

Hoje em nossa vida, o comer bem virou hábito. E não precisamos nos esforçar para manter esse hábito alimentar. Eu acho que é aí que mudamos de verdade. Quando um ato vira hábito. Vejo que esse hábito de comer saudável tem proporcionado a mim e ao meu marido uma excelente qualidade de vida aqui no Canadá. Quase nunca pegamos gripe. Meu cabelo nunca cresceu tão rápido em toda a minha vida. E não sinto a minha digestão tão pesada como antigamente. Então no quesito comer, a resolução para 2015 é manter a alimentação saudável no cardápio.

Agora, vamos ao exercício físico. Nessa área, ainda precisamos de fortes resoluções. O que fazemos hoje, e é o que nos tira da zona do sedentarismo, é irmos para o trabalho a pé. Caminhamos 25 minutos para ir e para voltar, seja debaixo de chuva, sol ou neve. Mas, claro que isso não é o suficiente. A nossa meta é pegar mais pesado, suar a camisa mesmo, pelo menos 3 vezes por semana. Vamos lá! Vamos tentar! Moramos no 11o andar do nosso prédio e estamos com um projeto escadas aí na cabeça para por em prática em 2015, enquanto lá fora estiver nevando!

E as emoções? Oh, as emoções! Essas refletem muito quem somos de verdade. Por isso é a parte mais difícil de mudar. Faz parte de nossa personalidade, de nosso modo de ser mesmo. Mas, precisamos identificar o que nos faz mal, e entregarmos a Jesus. Sim, a Jesus. Durante o tratamento do câncer, Deus me desnudou. Me mostrou todas as minhas fraquezas, incluindo as que levaram o câncer a se desenvolver em mim. Então pensei, “gente eu não posso continuar pensando assim, tenho que mudar essas emoções negativas e tal”. Mas, as emoções faziam parte de mim. Era o meu jeito de ser e de pensar. E sozinha, eu não conseguia pensar diferente. Foi quando eu me vi totalmente envolvida pela graça de Deus… quando percebi que Ele, o Criador do Universo e meu Pai, me amava mesmo assim, com todas as minhas imperfeições. O que eu precisava fazer era me entregar totalmente a Ele. A grande mudança estava em se entregar totalmente a esse Amor. Era a entrega completa do meu ser que Deus estava esperando receber. E é assim que hoje me sinto, totalmente nas mãos do Senhor. O meu espírito e mente ficam muito mais leves quando entrego tudo a Ele. E é nessa entrega que Ele nos aperfeiçoa para a Sua glória.

Somos imperfeitos, e carecemos da graça de Deus continuamente. E precisaremos dela enquanto aqui viver. Só estaremos livres de nossas imperfeições quando nos unirmos completamente a Ele em um mundo que ainda está por vir. Mas, enquanto aqui estivermos, quanto mais perto dEle caminharmos, melhor viveremos! E que assim então seja a minha e a sua caminhada pelo ano de 2015, bem pertinho do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Feliz Ano Novo! Feliz Vida Nova em Deus!

eu_e_meu_amor

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Um doutorado que vai muito além do título

A primeira coisa que as pessoas falam para mim quando digo a elas que estou fazendo um doutorado é “hmm que chic! Vai virar doutora!”. Muitos podem pensar que um título de doutora é chic. Mas, um doutorado vai muito além do status de ser doutor.

University College, Universidade de Toronto

University College, Universidade de Toronto

O meu doutorado tem sido um instrumento de Deus para me transformar numa pessoa melhor. Tem servido para aparar minhas arestas. Tem me ensinado que o mais importante é ouvir e aprender, e depois falar. Tem me ensinado a trabalhar em time e com pessoas diferentes de você que contribuem para o projeto e para o afinamento do seu caráter como pessoa. Fazer doutorado é ser transformado por um processo árduo e penoso, e ao mesmo tempo gratificante. Especialmente quando os seus examinadores e você mesmo vêem o progresso de todo o esforço e dedicação.

O doutorado também me ensina a ter disciplina. Eu não tenho essa habilidade nata. Eu sou muito indisciplinada com o tempo e com os prazos. Mas hoje vejo claramente como o doutorado tem contribuído para eu melhorar nessa área. Hoje eu tenho que traçar metas com prazos definidos. E eu não posso adiar a completude de uma tarefa só porque eu estou cansada ou com preguiça. A disciplina exige perseverar até quando os ventos são contrários. E ventos contrários é o que não falta em um doutorado.

E por fim, o doutorado me ensina que sempre há espaço para aprender mais, para fazer melhor do que já fiz. O ser humano, enquanto aqui viver, nunca estará completo, no sentido de ter aprendido tudo, de ser o dono do conhecimento. E sempre haverá na terra alguém que sabe mais que você.

E é por todo esse aprendizado que hoje eu estou grata a Deus. Por toda essa transformação. Pelas arestas aparadas. Pela oportunidade de estudar numa das melhores universidades do mundo. Pela riqueza que é o conhecimento de Deus, e que no doutorado ele me dá a chance de conhecer uma frestinha do que ele já desenhou e já conhece desde a fundação do mundo!

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!
Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?
Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?
Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.
A ele seja a glória para sempre! Amém.”

Romanos 11:33-36

Um ensaio sobre a derrota

Hoje foi um dia muito triste para a maioria dos brasileiros e para quem admira o futebol do Brasil. Quem mora ou já morou fora do país sabe o peso que o futebol tem para a cultura brasileira. Quase sempre quando falo que sou brasileira para os meus amigos internacionais aqui no Canadá, todo mundo comenta “soccer, Pelé, Ronaldinho”, “you guys know how to play soccer (vocês sabem como jogar futebol)”, “you are champions (vcs são campeões)”, e por aí vai. bandeira_do_Brasil

Hoje o nosso futebol foi desarmado pela talentosa, preparada e organizada Alemanha, com um pano de fundo sem Neymar e o nosso capitão Thiago Silva. Eu não entendo muito da técnica do futebol e por isso não farei comentários técnicos. Estou aqui para comentar sobre esse sentimento de humilhação coletiva. De tristeza coletiva. De desilusão coletiva. E de como isso pode afetar a vida coletiva dos brasileiros, dentro e fora dos estádios.

Como? Eu ainda não sei. Só sei que estamos de luto e arrasados por essa derrota humilhante. E esses momentos de profundo descontentamento costumam gerar mudanças radicais.

Imagino que no futuro quando eu disser aos gringos que sou brasileira, sei que ouvirei “what happened with the Brazilian team in the World Cup of 2014? (o que aconteceu com o time do Brasil na copa de 2014?)”, “you guys were so good on soccer” (vcs eram tão bons no futebol). Espero poder responder:

“menino, pois você não vai acreditar… depois daquela Copa muita coisa mudou. Realmente, o nosso futebol está passando por uma fase de reestruturação. Não somos tão bons assim no futebol quanto pensávamos. Mas, depois daquele evento traumático, de alguma forma, estamos melhores em muitas outras áreas. O povo se tornou muito mais consciente do seu dever de cidadão. E por causa disso o governo brasileiro também tem mudado. Ainda tem muita gente corrupta, é verdade, mas hoje votamos com mais consciência e não esperamos tanto das autoridades para empreendermos pequenas e importantes mudanças pelo país afora. Eu não sei explicar, mas parece que aquela desilusão com o futebol fez o povo refletir e acordar pra vida. Estranho não? Acho que acabamos refletindo em outras áreas em que temos sido derrotados a séculos e decidimos de uma vez por todas tomar uma atitude diferente do nosso jeitinho brasileiro. Olha, nunca pensei que uma derrota humilhante no futebol fosse gerar tanta vitória na vida de tantos brasileiros.”

O doutorado que me transforma

Eu me lembro bem do dia em que comecei a pensar em fazer um doutorado. Eu anotei no meu diário. Anotei as razões pelas quais eu queria um doutorado. Pensei no projeto e rascunhei um projeto. O que não pensei era que sonho e desejo sem planejamento e muita persistência não ia me levar muito longe.

Eu sempre tive uma mente muito criativa. Já até pensei em ser artista por causa da minha mente espontaneamente criativa. Mas, definitivamente, criatividade não é o bastante para se completar um doutorado. Eu também sempre fui muito empolgada e feliz com minhas realizações. Mas, também te digo que empolgar com seu projeto não garante que ele será bem executado e a tempo.

Portanto, para eu terminar o meu doutorado, estou tendo que passar por mudanças radicais. Primeiramente, planejamento é essencial. E mesmo não sendo uma pessoa bem planejada, tenho que me esforçar em ser, caso queira completar essa grande tarefa. Não dá pra deixar que as circunstâncias de cada dia lidere minha agenda. E não dá pra planejar à medida que houver necessidade. Isso não é planejamento. Tenho aprendido que planejar é antecipar uma estratégia de execução dentro de um cronograma viável para que quando vier a hora de executar o projeto, você tenha os recursos necessários para fazê-lo. Ainda estou engatinhando nessa área, por sinal.

Também tive que aprender o que é a verdadeira persistência. Eu sempre achei que era uma pessoa persistente. Mas, agora estou tendo que exercitá-la ao nível máximo. Não digo “dar murro em ponta de faca”. Digo persistir em aprender, em fazer de novo e de novo quando algo dá errado, até dar certo. Quero dizer que estou aprendendo a persistir no alvo correto. Aprendendo a persistir mesmo quando a vontade é a de desistir.

Outra característica que tive que desenvolver é o foco. Está pra existir uma pessoa mais hiperativa e dispersa do que eu. Eu consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo e ainda prestar atenção em tudo que está ao meu redor. Focar para mim é muito difícil. Mas, Deus tem me ajudado. E o marido também. Não dá pra viver aqui e ali, começando uma coisa e outra atrás da outra, sem terminar nada. É importante almejar a conclusão de uma tarefa, estabelecer prazos e desenvolver o foco correto para completá-la.

Além de foco, eu também precisei ir mais a fundo no conhecimento. Doutorado na verdade é isso. Você se aprofunda numa área restrita de conhecimento e testa teorias a respeito. Não dá pra levar um doutorado como se estivesse num “playground”. Eu cheguei aqui assim. Querendo estudar tudo e medir tudo. Comprovar de tudo um pouco. Não deu tempo e nunca daria. O meu comitê de avaliação teve um papel fundamental de me guiar para um conhecimento mais focado e profundo do meu projeto de doutorado.

Ah, e não menos importante. Estou aprendendo a mansidão e o controle emocional. Gente, quem me conhece sabe que eu sou emoção pura. Mas, não dá pra desenvolver um doutorado com emoções à flor da pele. Se eu for sentir e levar para o coração as críticas e os diferentes pontos de vista sobre o meu trabalho, eu estou perdida. É preciso parar e filtrar o que realmente precisa ser levado para o coração. Senão, você se desgasta muito.

Bom, são muitos os aprendizados. Vejo que Deus tem me ajudado a aprimorar muita coisa através deste doutorado. Mas, mesmo com todas essas mudanças, eu sei que nunca me tornarei uma outra pessoa. Eu tenho uma identidade e uma personalidade que são só minha. Deus me fez assim e me amou assim desde a fundação do mundo. Mas, Ele tem prazer em me transformar e em me aperfeiçoar para Sua glória. Por isso, enquanto eu viver, Ele estará trabalhando em mim.

Porque a beleza da vida é isso, você vive e aprende algo novo todos os dias!

É por isso que vou seguindo assim… doutorando e aprendendo! Porque ninguém já nasce sabendo! 🙂

Estudando_pordosol

O doutorado que me transforma!

Hoje aqui no blog eu falo um pouco do meu aprendizado com o doutorado na Universidade de Toronto. Eu estou há meses me preparando para o meu exame de qualificação, que é uma etapa obrigatória para defender a minha tese. Caso eu não seja aprovada neste exame, eu me torno desqualificada para seguir em frente. Então é uma etapa importante do doutorado e precisa ser bem feita.

Aqui no meu departamento, eu poderia escolher entre escrever uma proposta de projeto de pesquisa paraCOMPS arrecadar financiamento do governo, o que eles chamam de “grant proposal”, ou escrever uma revisão sistemática de literatura. Os dois são muito trabalhosos, o que requer de 8 meses a 1 ano para se completar o processo. Eu escolhi a revisão sistemática de literatura em terapia aquática para pacientes neurológicos, o que provavelmente vai me render uma publicação em breve. Acabei de receber a aprovação da parte escrita por parte da banca examinadora e agora estou me preparando para a apresentação oral que será no dia 26 de Agosto.

Eu vejo Deus trabalhando em mim com todo esse processo. A disciplina de um doutorado foi muitas vezes de contra a minha personalidade e jeito de ser. Eu não sou das pessoas mais organizadas dessa terra e tb não gosto de sentar e trabalhar sozinha. Além do mais, tenho muita dificuldade de planejamento. Também gosto mais de falar e ensinar do que de escrever. Então imaginem o que é para mim escrever uma tese de doutorado?!

Como todos nós devemos progredir em sermos pessoas melhores, vejo que Deus abençoou que eu fizesse um doutorado para aprender importantes lições pessoais e acadêmicas. E recentemente Ele me deu um marido que até aqui só tem contribuído para o meu progresso.

Primeiramente, eu tive que aprender a ser uma pessoa mais organizada e disciplinada. Isto porque o doutorado é cheio de prazos. Prazo para cumprir as disciplinas, prazo para entregar o projeto de pesquisa, prazo para entregar o artigo, prazo para entrega do exame de qualificação… ah, e prazo para concluir o doutorado, é claro. Então se você não se organiza e planeja seu experimento com antecedência, dificilmente você completa um doutorado em 4 anos!

Outro grande aprendizado do doutorado, é o de analisar mais profundamente uma teoria. Nada de conclusões superficiais e precipitadas. Toda teoria da sua tese precisa ser testada e afirmada em termos científicos. Por isso é que, geralmente, não se faz muita coisa no doutorado. Como a gente tem que analisar em detalhes um pedacinho do conhecimento, a gente acaba conhecendo muito de pouca coisa ao final de 4 anos.

Mais um aprendizado que tive é com relação às críticas. No meio acadêmico você é criticado o tempo todo. Às vezes positivamente, às vezes negativamente. Às críticas construtivas, você assimila e se torna uma pessoa melhor. Às inconstrutivas, você deixa passar e por favor não leve pra casa nem para o seu coração! Isso pode te fazer mal!

E por fim, tenho aprendido até aqui que o doutorado não é a última etapa. Tem muita gente que me fala “mas depois do doutorado, não tem mais nada não né?”. Daí eu falo “tem sim, tem o pós-doutorado” rs, que é uma oportunidade a mais de treinamento na área de pesquisa e muitas vezes uma porta para ser um professor associado em uma universidade.

É assim que estou academicamente vivendo e aprendendo aqui no Canadá. Sou grata a Deus por estar aqui, por estudar em umas das melhores universidades do mundo, pela oportunidade de crescimento pessoal e acadêmico únicos.

Para quem conhece um pouco da minha história, aqui no blog ou pessoalmente, sabe que estar aqui de volta ao doutorado é um milagre de Deus! Ele me curou e restaurou para que eu completasse a obra que Ele já havia começado em mim! A Ele seja a glória!

Aprendendo o que ainda não aprendi

O título do meu post hoje parece meio redundante e abstrato. Mas, é isso mesmo, estou aprendendo o que ainda não aprendi. Tá, e o que é que ainda não aprendi? Melhor, o que é que ainda estou aprendendo?

Estou aprendendo a ser mais organizada. Gente, queria ter esse talento nato. Mas, minha personalidade é oposta à organização. E como organização é uma virtude, estou em busca diária de ser mais organizada com minhas coisas. O progresso até aqui é que saí do status de “bagunceira” para “trainee de organizadeira”. E a vida de casada tem me ajudado bastante. Organização é essencial em todos os aspectos da vida. Além de colocar as coisas no lugar certo, de se organizar para manter a casa limpa e a rotina em ordem, é fundamental nos organizarmos internamente. E o período de devocional (leitura e reflexão bíblica + oração) tem me ajudado muito.

Estou aprendendo a planejar. Organização está muito ligada ao planejamento. Confesso que neste estou mais atrasada que naquele. Planejar é preciso minha gente! Não tem como realizar grandes tarefas sem um bom planejamento. E neste quesito, o meu doutorado está sendo de grande valia. Hoje tenho menos que 2 anos para completar essa grande tarefa acadêmica. E se eu não estabelecer um planejamento sério a respeito e não cumprir com as metas, ah nem quero pensar… E aqui estou aprendendo que devemos planejar trabalho e descanso também, para se ter uma vida mais sustentável. Isso já foi estabelecido por Deus desde o princípio.

Estou aprendendo a controlar meu emocional. Tem gente que é mais ou menos emotiva. Isso também varia de acordo com cada personalidade. Mas, o que eu sei é que um emocional descontrolado pode trazer consequências desagradáveis à nossa saúde e em nossos relacionamentos. Não sei para os homens, mas acho que a mulher enfrenta mais desafios no controle emocional por causa dos próprios hormônios e de hormônios externos. Já se não bastasse os que correm em nosso sangue diariamente, ainda temos que injetar/tomarIbituruna hormônios para controlar a natalidade ou questões de outra natureza. E que estrago alguns desses remedinhos fazem nas nossas emoções! Por isso é importante estarmos atentas a respeito disso. Mas, voltando ao controle. Tenho conseguido isso através de muita oração e intervenção do Espírito Santo de Deus, que com sua ação move o nosso ser e nos enche dos seus frutos: amor, paz, domínio próprio, mansidão, alegrias e tantas outras coisas boas!

A vida é cheia de aprendizados… Vivamos a cada dia aprendendo com o Grande Mestre, Jesus, que viveu a nossa vida e nos ensinou como realmente viver! Confiemos nEle para escalar os desafios que o processo de aprendizado nos traz!