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Minhas duas licenças do doutorado

Já se passaram 5 meses desde meu úlitmo post neste blog. Cinco meses tentando incessantemente concluir minha tese de doutorado. Era um sonho, um alvo a ser atingido antes que meu bebê nascesse. Até semana passada, estava certa (ou iludida?) de que conseguiria. Disse aos supervisores e amigos que iria escrever a tese até minha bolsa se romper.

Acho que a motivação te leva a caminhar boa parte da estrada, mas não é tudo. Eu estava super motivada e determinada. Escrevi até onde pude. E queria continuar escrevendo. Mas, outras prioridades vieram ao meu encontro e tive que passá-las na frente da tese. Essa semana, completando 37 semanas de gestação, comecei a sentir as primeiras contrações que antecedem o trabalho de parto. Corpo e mente já estão entrando em sintonia para dar à luz ao meu bebê. Vi que não dava mais para escrever linhas novas em minha tese de doutorado. Meus pais até chegaram para me ajudar. E ao invés de me trancar no escritório para escrever, eu queria muito aproveitar a companhia deles, lavar as roupinhas do bebê junto com minha mãe, parar e deixá-los sentir o bebê mexer, registrar o momento em fotos, e tudo o mais que esse período tão especial e único em nossas vidas possa nos oferecer. Então concluir que a tese podia esperar. Foi assim que ontem assinei a minha segunda licença do doutorado.

A primeira, vocês já podem supor. Foi quando tive que parar meus estudos para tratar um câncer de ovário. A primeira licença me trouxe o medo da morte. A segunda me traz a esperança de vida. Na primeira, eu fui forçada a fazê-lo. Na segunda, eu escolhi priorizar a vida e a família. A primeira foi por razões de enfermidade. A segunda por razões da maternidade. Que contraste!

Confesso que por estar bem determinada a cumrpir com a escrita da tese, essa semana, ao tomar a decisão da licença, eu me senti um pouco frustrada. Poxa, não foi dessa vez ainda. Agora as pessoas vão me perguntar, “e o doutorado?”, e eu direi “ainda não concluí, dei uma pausa para dar à luz ao meu bebê”. E garanto que muitos irão pensar ou até dizer, “mas, seria tão bom se você tivesse concluído. Agora você poderia ficar por conta do seu bebê”. Realmente, isso seria o ideal. Mas, esse ideal não se tornou possível na minha vida. A tese vai ficar para depois. Ficaram para trás aproximadamente 30 páginas para completude da tese, o que não é trivial se você pensar em uma tese de doutorado. Vai ter que realmente ficar para depois. Depois de 4, 6 meses ou até 1 ano. Ainda não dá para saber.

Sei que a maternidade irá mudar a minha vida. E com ela outras prioridades virão, certamente. Mas, creio e peço a Deus, que eu tenha a oportunidade de voltar ao doutorado e concluir a minha tarefa. Cumprir cabalmente o meu projeto.

Sei também que Ele está no controle desta pausa. Assim como esteve no controle da primeira pausa. Tudo vem dEle e é para Ele. Tudo tem o seu tempo.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

II

 

 

 

 

 

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Um doutorado que vai muito além do título

A primeira coisa que as pessoas falam para mim quando digo a elas que estou fazendo um doutorado é “hmm que chic! Vai virar doutora!”. Muitos podem pensar que um título de doutora é chic. Mas, um doutorado vai muito além do status de ser doutor.

University College, Universidade de Toronto

University College, Universidade de Toronto

O meu doutorado tem sido um instrumento de Deus para me transformar numa pessoa melhor. Tem servido para aparar minhas arestas. Tem me ensinado que o mais importante é ouvir e aprender, e depois falar. Tem me ensinado a trabalhar em time e com pessoas diferentes de você que contribuem para o projeto e para o afinamento do seu caráter como pessoa. Fazer doutorado é ser transformado por um processo árduo e penoso, e ao mesmo tempo gratificante. Especialmente quando os seus examinadores e você mesmo vêem o progresso de todo o esforço e dedicação.

O doutorado também me ensina a ter disciplina. Eu não tenho essa habilidade nata. Eu sou muito indisciplinada com o tempo e com os prazos. Mas hoje vejo claramente como o doutorado tem contribuído para eu melhorar nessa área. Hoje eu tenho que traçar metas com prazos definidos. E eu não posso adiar a completude de uma tarefa só porque eu estou cansada ou com preguiça. A disciplina exige perseverar até quando os ventos são contrários. E ventos contrários é o que não falta em um doutorado.

E por fim, o doutorado me ensina que sempre há espaço para aprender mais, para fazer melhor do que já fiz. O ser humano, enquanto aqui viver, nunca estará completo, no sentido de ter aprendido tudo, de ser o dono do conhecimento. E sempre haverá na terra alguém que sabe mais que você.

E é por todo esse aprendizado que hoje eu estou grata a Deus. Por toda essa transformação. Pelas arestas aparadas. Pela oportunidade de estudar numa das melhores universidades do mundo. Pela riqueza que é o conhecimento de Deus, e que no doutorado ele me dá a chance de conhecer uma frestinha do que ele já desenhou e já conhece desde a fundação do mundo!

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!
Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?
Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?
Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.
A ele seja a glória para sempre! Amém.”

Romanos 11:33-36

Aprendendo a ser “morning person”

Bom dia querido (a) leitor (a)! hibiscus_morning

Hoje é o primeiro dia do meu projeto “morning person” e queria compartilhar com vcs. Eu cheguei a conclusão que se eu não começar a trabalhar 2 horas antes do que eu costumo a fazer, eu não cumprirei a minha meta de defender o meu doutorado até meados do ano que vem.

Essa semana tive a certeza que acordar mais cedo é preciso, para não precisar sacrificar o meu tempo com a família e com os amigos. Ser estudante de doutorado, esposa, amiga e dona de casa requer horas a mais do meu dia. E eu percebi que eu estava perdendo 2 horas dos meus dias de semana só pra curtir aquela preguicinha na cama pela manhã.

Hoje consegui cumprir minha meta com 12 minutos de atraso. Amanhã espero ser melhor. O maridão deu a maior força e até fez o café da manhã! Ontem dormimos pedindo a Deus que nos despertasse para o dia! Que nos enchesse de energia e disposição para trabalhar e aproveitarmos melhor nossas preciosas horas! E Ele nos respondeu!

Gostei da experiência de sentir a brisa matinal enquanto vinha de bicicleta até aqui. Gostei da luz da manhã mais suave. Do ar mais fresco. Da sensação de dever cumprido.

Agora é focar no objetivo disso tudo, me dedicar mais na reta final do doutorado, com equilibrio e com tempo para tudo. Que Deus continue me acordando pra vida, e mais cedo!

Um bom dia pra vc, que acorda mais cedo ou mais tarde!

O doutorado que me transforma

Eu me lembro bem do dia em que comecei a pensar em fazer um doutorado. Eu anotei no meu diário. Anotei as razões pelas quais eu queria um doutorado. Pensei no projeto e rascunhei um projeto. O que não pensei era que sonho e desejo sem planejamento e muita persistência não ia me levar muito longe.

Eu sempre tive uma mente muito criativa. Já até pensei em ser artista por causa da minha mente espontaneamente criativa. Mas, definitivamente, criatividade não é o bastante para se completar um doutorado. Eu também sempre fui muito empolgada e feliz com minhas realizações. Mas, também te digo que empolgar com seu projeto não garante que ele será bem executado e a tempo.

Portanto, para eu terminar o meu doutorado, estou tendo que passar por mudanças radicais. Primeiramente, planejamento é essencial. E mesmo não sendo uma pessoa bem planejada, tenho que me esforçar em ser, caso queira completar essa grande tarefa. Não dá pra deixar que as circunstâncias de cada dia lidere minha agenda. E não dá pra planejar à medida que houver necessidade. Isso não é planejamento. Tenho aprendido que planejar é antecipar uma estratégia de execução dentro de um cronograma viável para que quando vier a hora de executar o projeto, você tenha os recursos necessários para fazê-lo. Ainda estou engatinhando nessa área, por sinal.

Também tive que aprender o que é a verdadeira persistência. Eu sempre achei que era uma pessoa persistente. Mas, agora estou tendo que exercitá-la ao nível máximo. Não digo “dar murro em ponta de faca”. Digo persistir em aprender, em fazer de novo e de novo quando algo dá errado, até dar certo. Quero dizer que estou aprendendo a persistir no alvo correto. Aprendendo a persistir mesmo quando a vontade é a de desistir.

Outra característica que tive que desenvolver é o foco. Está pra existir uma pessoa mais hiperativa e dispersa do que eu. Eu consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo e ainda prestar atenção em tudo que está ao meu redor. Focar para mim é muito difícil. Mas, Deus tem me ajudado. E o marido também. Não dá pra viver aqui e ali, começando uma coisa e outra atrás da outra, sem terminar nada. É importante almejar a conclusão de uma tarefa, estabelecer prazos e desenvolver o foco correto para completá-la.

Além de foco, eu também precisei ir mais a fundo no conhecimento. Doutorado na verdade é isso. Você se aprofunda numa área restrita de conhecimento e testa teorias a respeito. Não dá pra levar um doutorado como se estivesse num “playground”. Eu cheguei aqui assim. Querendo estudar tudo e medir tudo. Comprovar de tudo um pouco. Não deu tempo e nunca daria. O meu comitê de avaliação teve um papel fundamental de me guiar para um conhecimento mais focado e profundo do meu projeto de doutorado.

Ah, e não menos importante. Estou aprendendo a mansidão e o controle emocional. Gente, quem me conhece sabe que eu sou emoção pura. Mas, não dá pra desenvolver um doutorado com emoções à flor da pele. Se eu for sentir e levar para o coração as críticas e os diferentes pontos de vista sobre o meu trabalho, eu estou perdida. É preciso parar e filtrar o que realmente precisa ser levado para o coração. Senão, você se desgasta muito.

Bom, são muitos os aprendizados. Vejo que Deus tem me ajudado a aprimorar muita coisa através deste doutorado. Mas, mesmo com todas essas mudanças, eu sei que nunca me tornarei uma outra pessoa. Eu tenho uma identidade e uma personalidade que são só minha. Deus me fez assim e me amou assim desde a fundação do mundo. Mas, Ele tem prazer em me transformar e em me aperfeiçoar para Sua glória. Por isso, enquanto eu viver, Ele estará trabalhando em mim.

Porque a beleza da vida é isso, você vive e aprende algo novo todos os dias!

É por isso que vou seguindo assim… doutorando e aprendendo! Porque ninguém já nasce sabendo! 🙂

Estudando_pordosol

Acabou seu doutorado?

Road Construction SignAcho que eu celebrei tanto a vitória de ter passado no exame de qualificação do meu doutorado que muitas pessoas têm me perguntado se eu já acabei ou se estou acabando o doutorado.

Bom, pessoal, eu ainda tenho uma longa caminhada até lá! Estou trabalhando intensivamente para terminar em 1 ano ou 1 ano e meio, mas tem a probabilidade de se extender mais um pouco… O meu projeto inovador que me garantiu uma excelente bolsa de doutorado por 3 anos aqui na Universidade de Toronto requer mais engenharia e recursos (inclusive pessoais) do que inicialmente planejado.

Exatamente agora, estou preparando o meu local de experimento que irá testar as variáveis de meu interesse na pesquisa. O treinamento que fiz na Universidade Cruzeiro do Sul em São Paulo em um projeto piloto sob orientação da professora Ana M.F. Barela foi fundamental para entender as variáveis biomecânicas que envolvem o meu projeto.

De agora em diante terei muito trabalho para por em prática o que aprendi e aprender o que ainda não aprendi. Também terei que aprender a simplificar o projeto. Em um doutorado nem sempre se tem tempo para fazer tudo o que planejou. É importante agora eu focar e contribuir com o que realmente posso fazer no período que me resta aqui na U of T.

Estou animada! Tenho pedido a Deus saúde, sabedoria e força para seguir firme até o final! E também tenho agradecido a Ele muito por até aqui ter me ajudado e me sustentado para continuar trilhando a árdua e prazeirosa carreira acadêmica.

Vou compartilhando os aprendizados por aqui, sempre que possível!

BJinhos e ótima semana de trabalho a todos!

O dia em que me tornei uma candidata

Como vocês sabem além de esposa e dona de casa eu estou caminhando para o 4o ano do meu doutorado na Universidade de Toronto. E acabo de me candidatar a defender a minha tese! 🙂 Para quem faz doutorado no exterior sabe que existe a designação “PhD student” (estudante de doutorado) ou “PhD candidate” (candidato à defesa do doutorado). Aqui no meu programa de Ciências da Rehabilitação você se torna um PhD candidate somente quando cumpre com todos os requerimentos do programa de pós-graduação que são: cumprir todos os créditos (cursos mandatórios e/ou adicionais) e passar pelo exame de qualificação (o que a gente chama de comprehensive exam – COMPS), que é o exame que te qualifica para ser uma candidata à defesa de sua tese, o que eu acabei de fazer!

Livros

Para quem já passou por isso sabe que é um grande passo na vida de um doutorando. A preparação para esse exame é muito intensa e leva geralmente de 8 meses a 1 ano. Nos últimos meses trabalhei quase que exclusivamente em cima do COMPS para concluí-lo no prazo certo. E essa disciplina exigiu de mim muita renúncia a churrascos, passeios, jantares com amigos; como também muito amor e suporte do marido. Foram dias de muito estudo. Esse final de semana cheguei a estudar mais de 12 horas por dia!

Mas, nada foi em vão. Além de todo o aprendizado de escrever uma revisão sistemática de literatura, também aprendi sobre disciplina, sobre perseverança em momentos difíceis, sobre ser feliz em fazer pesquisa. 🙂

Agora, talvez algum leitor possa falar “mas, já vem essa menina falando de Deus”. Gente, nada disso eu conseguiria se não fosse o meu Senhor! Foi ele que me sustentou em momentos que eu pensei que não conseguiria escrever mais. Daí de repente Deus me guia para aquela referência que faltava para dar um sabor especial a um parágrafo. Foi ele que me inspirou a escrever mesmo quando me faltavam forças físicas e mentais. Foi Jesus, através dos alimentos saborosos que Ele criou pra gente comer, que pude ganhar energia diária para estudar. Tudo vem dEle e é para Ele!

Então hoje, feliz, grata e aliviada por ter cumprido mais uma importante etapa do meu doutorado, todo o louvor que eu recebi da minha banca examinadora hoje, eu rendo ao meu Senhor Deus! Sim, Ele é real, e está bem junto de todos os que nEle confiam.

Eu agradeço também a todos que fizeram parte dessa vitória. À minha amiga Gabriela Ghisi que me ensinou os primeiros passos de uma revisão sistemática. À segunda revisora do meu trabalho, a professora Alison Bonnyman por trabalhar comigo num prazo super curto de tempo. À minha supervisora Molly Verrier, que seguiu comigo orientando e corrigindo até o último dia. Ao meu marido querido, que me deu todo o suporte que eu precisava. E aos meus queridos amigos que oraram por mim para que eu concluísse a tarefa com sucesso e com saúde.

Então hoje eu sou oficialmente uma candidata à defesa da minha tese. Deixei de ser estudante. rs Que nada. Só no nome. Ainda tenho muito que estudar e aprender até a defesa final. Na verdade, esse processo de aprendizado vai durar é a vida inteira! Pois é vivendo que se aprende e é aprendendo que se vive! 🙂

Beijos a todos!

O doutorado que me transforma!

Hoje aqui no blog eu falo um pouco do meu aprendizado com o doutorado na Universidade de Toronto. Eu estou há meses me preparando para o meu exame de qualificação, que é uma etapa obrigatória para defender a minha tese. Caso eu não seja aprovada neste exame, eu me torno desqualificada para seguir em frente. Então é uma etapa importante do doutorado e precisa ser bem feita.

Aqui no meu departamento, eu poderia escolher entre escrever uma proposta de projeto de pesquisa paraCOMPS arrecadar financiamento do governo, o que eles chamam de “grant proposal”, ou escrever uma revisão sistemática de literatura. Os dois são muito trabalhosos, o que requer de 8 meses a 1 ano para se completar o processo. Eu escolhi a revisão sistemática de literatura em terapia aquática para pacientes neurológicos, o que provavelmente vai me render uma publicação em breve. Acabei de receber a aprovação da parte escrita por parte da banca examinadora e agora estou me preparando para a apresentação oral que será no dia 26 de Agosto.

Eu vejo Deus trabalhando em mim com todo esse processo. A disciplina de um doutorado foi muitas vezes de contra a minha personalidade e jeito de ser. Eu não sou das pessoas mais organizadas dessa terra e tb não gosto de sentar e trabalhar sozinha. Além do mais, tenho muita dificuldade de planejamento. Também gosto mais de falar e ensinar do que de escrever. Então imaginem o que é para mim escrever uma tese de doutorado?!

Como todos nós devemos progredir em sermos pessoas melhores, vejo que Deus abençoou que eu fizesse um doutorado para aprender importantes lições pessoais e acadêmicas. E recentemente Ele me deu um marido que até aqui só tem contribuído para o meu progresso.

Primeiramente, eu tive que aprender a ser uma pessoa mais organizada e disciplinada. Isto porque o doutorado é cheio de prazos. Prazo para cumprir as disciplinas, prazo para entregar o projeto de pesquisa, prazo para entregar o artigo, prazo para entrega do exame de qualificação… ah, e prazo para concluir o doutorado, é claro. Então se você não se organiza e planeja seu experimento com antecedência, dificilmente você completa um doutorado em 4 anos!

Outro grande aprendizado do doutorado, é o de analisar mais profundamente uma teoria. Nada de conclusões superficiais e precipitadas. Toda teoria da sua tese precisa ser testada e afirmada em termos científicos. Por isso é que, geralmente, não se faz muita coisa no doutorado. Como a gente tem que analisar em detalhes um pedacinho do conhecimento, a gente acaba conhecendo muito de pouca coisa ao final de 4 anos.

Mais um aprendizado que tive é com relação às críticas. No meio acadêmico você é criticado o tempo todo. Às vezes positivamente, às vezes negativamente. Às críticas construtivas, você assimila e se torna uma pessoa melhor. Às inconstrutivas, você deixa passar e por favor não leve pra casa nem para o seu coração! Isso pode te fazer mal!

E por fim, tenho aprendido até aqui que o doutorado não é a última etapa. Tem muita gente que me fala “mas depois do doutorado, não tem mais nada não né?”. Daí eu falo “tem sim, tem o pós-doutorado” rs, que é uma oportunidade a mais de treinamento na área de pesquisa e muitas vezes uma porta para ser um professor associado em uma universidade.

É assim que estou academicamente vivendo e aprendendo aqui no Canadá. Sou grata a Deus por estar aqui, por estudar em umas das melhores universidades do mundo, pela oportunidade de crescimento pessoal e acadêmico únicos.

Para quem conhece um pouco da minha história, aqui no blog ou pessoalmente, sabe que estar aqui de volta ao doutorado é um milagre de Deus! Ele me curou e restaurou para que eu completasse a obra que Ele já havia começado em mim! A Ele seja a glória!