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Você é aceito?

Acabei de escutar uma mensagem cristã sobre a graça de Deus expressa na mensagem muito conhecida por todos, a do filho pródigo.

Essa mensagem fala de um pai e seus dois filhos, onde o mais novo pede a sua parte da herança com o pai ainda vivo e decide sair e gastar o dinheiro de forma irresponsável bem longe da casa de seu pai. Depois que ele gastou tudo, a região em que ele morava foi atingida por uma fome severa e ele veio a passar necessidade. Chegou até desejar comer a mesma comida que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Neste momento no fundo do poço e com o estômago doendo de fome, ele pensa em voltar para a casa do pai. Mas, não somente isso, ele se arrepende e reconhece que pecou contra Deus e contra o seu pai. Então decide voltar para casa e pensa em pedir ao pai para ser um de seus trabalhadores contratados. Estes estavam vivendo com comida de sobra e não tinham fome.

A seguir vem a cena que mais me comove… A Bíblia diz que enquanto o filho estava ainda longe no caminho de volta para casa, o pai o avistou e correu para ele, o abraçando e o beijando ainda antes dele chegar em casa. O filho até começou a falar para o pai que se arrependeu, mas o pai o interrompeu pedindo a seus servos que preparassem uma festa, na verdade uma festança com músicas, dança, e roupas novas que simbolizavam que o filho era aceito de volta e que fazia parte da família e não do rol de trabalhadores.

A alegria do pai em receber o filho perdido de volta era tão grande que ele nem quis ouvir o porque do filho ter ido embora. E com o coração cheio de alegria e amor transbordante o pai dá aquela festança para celebrar a volta de seu filho!

A mensagem se desenrola contando a atitude do filho mais velho. Se quiser continuar lendo, clique aqui. Neste post, vou focar no filho mais novo e na sua reação antes de voltar para casa. Eu já li e estudei essa mensagem muitas vezes, e cada vez eu aprendo algo novo. Hoje, ao ouvir a pregação dessa mensagem pelo pastor Manoel Thé, no site da Igreja Batista Nações Unidas, aprendo mais uma importante lição sobre a nossa humanidade perdida, a necessidade de fazer algo para pagar pelo nosso pecado.

O filho longe de casa e passando fome, vê a “besteira” que fez e logo pensa em voltar pra casa. Mas, como ele errou, ele pensa em voltar não como filho, mas como um trabalhador do pai, ou seja, com a provável intenção de pagar pelo que ele fez. Gente, pára tudo! Você já se pegou fazendo isso? Você que está lendo esse post agora, você já passou por uma situação semelhante? Já quis pagar pelos seus pecados? Ou já pensou que pode fazer algo para se redimir de seu erro perante Deus? Eu já. E lá sempre vem Deus correndo na minha direção me aliviando de toda essa carga de trabalho, me abraçando e dizendo, “Andresa, lembre-se filha, você é aceita, o meu filho Jesus já morreu por você na cruz e você não precisa mais trabalhar ou sofrer para se redimir de seus pecados”. Daí, eu perco as palavras, e abandono as minhas estratégias de fazer para agradar.

Eu sei que tem muitas pessoas, por seguirem religiões diferentes, que pensam que é preciso fazer algo para alcançar a Deus. Nesta passagem bíblica de Lucas 15 vemos que é Deus quem nos alcança, e ainda com todas as nossas fraquezas a caminho, e nos abraça antes de mesmo de justificarmos nossa atitude, e nos perdoa, e ainda faz festa no céu quando nos arrependemos. Isso é graça. É acolhimento e abraços e beijos do pai sem nós merecermos. Ele quer nos receber como filhos e não como trabalhadores. Que amor!

Seguir a Jesus deixa a minha vida mais leve nesse sentido. Todo o fardo que deveríamos carregar por nossas falhas, já foi pago lá na cruz. O que devo fazer? Só agradecer e me deleitar nesse Amor tão grande!

“Você vai muito mais longe pela gratidão do que pelo dever. Recomece.” Manoel Thé

Tela de Rembrandt - na capa do livro "A volta do Filho Pródigo", de Henri Nouwen

Tela de Rembrandt – na capa do livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen

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Deixando para trás as coisas que para trás ficam

Essa é a época do ano em que muitas pessoas fazem promessas e resoluções, almejando um ano melhor. Eu vejo que é também uma oportunidade de deixar para trás o que se passou. Especialmente as mágoas e os ressentimentos.

Eu sou uma pessoa que facilmente ficava ressentida. E eu só descobri o quanto ressentimento faz mal depois que passei pelo câncer. Eu tenho aprendido que não guardar mágoa e exercer o diálogo e o perdão nos traz muita saúde!

Eu conheço muitas mulheres que têm uma personalidade parecida com a minha. Se alguém que você ama ou considera te decepciona ou não atende às suas expectativas você fica triste e se magoa, e o coração ferido fica horas se perguntando “por que ela/ele agiu dessa forma?” Eu já convivi com gente, e ainda convivo, que é bem diferente de mim. Em questão de valores, de jeito de ser, de temperamento… E por serem pessoas diferentes, eu já tive dificuldades em lidar (e acredito que elas também em lidar comigo).

Nos momentos de desavença a gente sempre acha que a outra pessoa poderia ter agido diferente. E pouco paramos para olharmos para dentro de nós e pensarmos numa maneira diferente de reagirmos às ofensas das outras pessoas.

Acredito que uma das formas de se livrar da mágoa é falar francamente com a pessoa que te magoou. No final do ano passado vivi essa experiência. Uma pessoa do meu trabalho me magoou severamente. De forma que pudéssemos caminhar bem no próximo ano, falei francamente com essa pessoa de como as palavras dela tinham sido duras e desnecessárias. Propus uma forma melhor da gente dialogar e se entender. Eu a perdoei. Esquecemos o que se passou, e seguimos em frente com um relacionamento bem melhor.

Então sugiro uma segunda forma de lidar com a mágoa, o perdão e o esquecimento. Se você tiver oportunidade de conversar com a pessoa que te magoou, bem. Se não, perdoe assim mesmo. E tente esquecer o que essa pessoa te fez. Jesus nos ensina a perdoar de coração ao nosso irmão e quantas vezes for preciso. Isso não é uma tarefa fácil. Mas, à medida que exercitamos o perdão, a nossa alma fica leve, o nosso corpo mais saudável, e então percebemos que é bem melhor perdoar do que se magoar.

Que em 2014 sigamos com uma vida mais leve e sem mágoas, e com um coração cheio do Amor de Deus e do seu perdão por nós!

Feliz Ano Novo a todos!

Foto: Letícia Peyneau

Foto: Letícia Peyneau

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